Albert Camus – O estrangeiro (L’étranger)


Já vi que os leitores deste blog reagem de maneiras diferentes quando um clássico da literatura (tá na tag, sempre digo) é massacrado. Quando meti o malho n’O vermelho e o negro, ninguém fez furor. Talvez concordem, talvez não tenham dado tanta importância ao livro assim. Em compensação, quando falei mal do Som e a Fúria, do Faulkner, recebi o meu primeiro feedback negativo a respeito da proposta do blog. E isso foi só na semana passada. Pois bem, resolvi comentar hoje mais um do time dos canonizados que eu, particularmente, não gostei (e vou dizer o porquê, não se preocupem). E que tarefa difícil essa, principalmente com o Estrangeiro, do Camus, a obra mais pop do sujeito. Provavelmente não vai haver viva alma que concorde comigo. Mas nem por isso vamos ficar nessa espiral de silêncio, não é?

Pois bem, meus queridos: O Estrangeiro, a Xuxa da literatura canonizada: Todo mundo idolatra e, ao mesmo tempo, lá no fundo, a gente sabe que já passou da hora da aposentadoria. Olha, não me faltou gente pra me recomendar esse livro. E gente boa mesmo, que entende da coisa, que não lê qualquer merda. Resolvi testar meu francês e ler no original. Pensei: “Não é possível, tem alguma coisa errada com esse livro”, e aí resolvi relê-lo em português pra saber que diabos tinha de excepcional nessa obrinha que mal para em pé na estante. Ah, tenho ao todo cinco edições desse livro em casa, inclusive uma estranhíssima com um desenho de um cara que parece muito o Ringo Starr na capa (usei posteriormente essa edição como alvo, num sábado à tarde em que eu e meu camarada Pedro Pimentel saímos para dar uns tiros).

Refrescando a memória: O Estrangeiro é um romance de tese, o que, por si só, já é uma ideia tonta. Escrever um romance pra tentar provar alguma coisa já mostra que você tá numa vibe muito errada.  Mersault (esse nome deve ser o equivalente a Glêdson Rodrigues na Argélia) é um argeliano blasé que não se impressiona com nada. Um dia, o sol tá incomodando ele e aí ele resolve matar um árabe que tava na praia. Ele é condenado a morte, por ser considerado um cara frio e calculista (tipo um BBB), porque não chorou quando a mãe dele morreu. E aí ele morre. Fim da história. Narrei essa sinopse com essa emoção toda porque é justamente desse jeito que o livro é escrito. O Estrangeiro é a prova de que um excelente enredo pode ser arruinado pela falta de estilo (mesmo que proposital). E estilo, meus amigos, é uma coisa que Camus não viu nem quando visitou a fábrica da Fiat. Na ânsia de tentar passar um clima de poucas emoções na vida do cara (que narra em primeira pessoa), o autor quase mata a gente de sono. Se liga no primeiro parágrafo, que é bem famosinho, por sinal:

“Hoje mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei. Recebi um telegrama do asilo: ‘Mãe morta. Enterro amanhã. Sinceros sentimentos.’ Isso não quer dizer nada. Talvez tenha sido ontem.”

Tudo bem que o objetivo do autor era mostrar um cara que não demonstra maiores sentimentos pela mãe ou pela vida, mas isso significava não ter sentimento pela escrita? Pouco provável, afinal, fosse assim e ele estaria escrevendo para quê, se não tem ninguém obrigando? “Eu fui na casa da minha amiga. Eu comi bolo. Eu bebi guaraná. Ela comeu também.” Na moral, minhas redações de segunda série eram mais ou menos assim. A tia da aula de redação insiste pra gente articular as frases, usar vírgulas, adversativas e o escambau, e esse cara me faz um livro que mais parece uma lista de supermercado que vende palavras (cinema nacional, pati patapá). Isso é revolta escolar reprimida?

E a tese? Meursault não foi condenado por matar o árabe, por colocar a culpa no sol ou por ter um nome feio de dar dó, mas sim por não ter chorado no enterro da mãe, provando através de tais circunstâncias que o luto é preciso, o blasé não tá com nada e, por conseguinte, todo francês metido a besta merece a morte. Com efeito, não fosse o sujeito preso e morto ao final, seria preciso que me escrevessem na história pra encher ele de sopapo de tanta raiva que dá o jeito como ele fala as coisas. Meursault fica lá paradão na dele analisando e julgando todo mundo e se achando o gostoso por não ser afetado por nada que o rodeia. Do tipo: “Aí a moça veio. Ela me beijou. Eu senti mais ou menos. Ela começou a chupar meu pinto. Eu meio que gostei. Ela tava com uma cara estranha.” Por aí vai. Pra não dizer que o livro é inteiramente ruim, ele começa a ficar bom nas últimas duas páginas quando, à beira da morte, Mersault resolve acordar pra vida e ficar revoltado. Nas últimas duas, veja bem. Ou seja: o livro só não é mais chato porque não é maior.

Meu palpite do porquê as pessoas gostarem tanto do Estrangeiro são: a) o livro tem um estilo tão simplório que qualquer animal consegue ler sem maiores dificuldades e acrescentar à estante um livro que não seja Harry Potter, Bukowski, ou a biografia da Bruna Surfistinha. b) O The Cure fez uma música — horrível como o livro, por sinal — sobre a história de Mersault, e neguinho não consegue assimilar cultura nenhuma a não ser que um popstar diga que é bom (Frida Kahlo está aí graças à Madonna, afinal de contas). c) Jean-Paul Sartre falou que o livro é bom e o mundo inteiro fez “béééééééé”, porque se você discorda do Sartre, coitado de você. d) Camus é um prêmio Nobel, e, como tal, tem aquela aura de vaca sagrada em seu entorno. E tudo bem, os outros livros dele podem ser muito diferentes deste, e ele pode escrever bem, afinal de contas. Mas nesse aí ele cagou no pau. Todo bom escritor tem a sua mancha: Saramago tem o Ensaio Sobre a Lucidez, Kafka tem O Castelo, Ítalo Calvino tem o Dia de um Escrutinador, etc. Não é nenhum crime.

A edição da Folio é tão tosca que é melhor comentar a edição da Record. Bom, a Record fez um projeto gráfico xoxo igual ao livro: fonte De Vinnes (sério, nunca usem essa fonte em um livro. É a mesma coisa que escrever a Bíblia em Comic Sans), papel offset e uma foto que ocupa um quarto da capa. E não adianta a Fnac fazer um Box com três livros dele que essa capa não vai ficar mais bonita enquanto você não tiver torado umas quatro serranas.

PS: Desculpem aí, meus amigos fãs de Camus. Vocês não são obrigados a concordar comigo. Pensando melhor agora, vocês são os mesmos que me disseram que Los Hermanos é legal, que disseram pra eu assistir Grey’s Anatomy e Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Aí, qual é a de vocês?

Comentário final: 126 páginas de papel offset. Não serve pra nada, a não ser pra servir de alvo no estande de tiro improvisado no terreno baldio.

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26 Respostas para “Albert Camus – O estrangeiro (L’étranger)

    • Oba, mais alguém não gostou do livro! Então, Vinicius, é assim: Uma edição era do meu pai, uma era da minha mãe, uma outra acho que era de alguma biblioteca que alguém pegou e nunca devolveu, uma é em francês e a outra, em português, da editora Record, que comprei pra poder ler um texto pós-reforma ortográfica de 71.
      Abraço!

  1. Não tenho nada contra o livro, não, Yu. Mas também nunca o achei um clássico da literatura, nem algo genial. É só mais um livro sobre e de um sujeito blasé.

    Não conheço a obra nem a história de Camus. Porém, como já disse, li A Peste. Este sim um ótimo livro. Nem parece que O Estrangeiro e A Peste foram escritos pela mesma pessoa. Estilo diferente, articulações diferentes… Este você deveria ler um dia, ainda mais se a Saraiva voltar a vendê-lo por R$ 16,90.

    Beijos!!

    • Um dia vou seguir sua recomendação e ler esse livro, minha querida. Por enquanto não, sabe como anda nossa estante, né? 🙂
      Beijo!

  2. Faz tempo que não entramos em conflito, não? Bem, vou tentar defender o conceito literário, não tanto o autor. Embora, como você mesmo ressalvou, o autor é bom em outros livros. Mas vejamos “O estrangeiro”:
    A primeira coisa a ser realmente mencionada é a maldita influência do Sartre para tudo. Se o pequeno filósofo vesgo serviu para ressuscitar o Heidegger e dar valor ao Faulkner, ao mesmo tempo torrou a paciência puxando o saco de alguns amigos, entre eles Camus. Se for ler porque o Sartre falou que é legal, não leia. Outra coisa; se for ler achando que Camus é mais um francês, também não leia. O senhor escritor é argelino e esse livro é marcado por isso. Você com certeza reparou a questão climática, certo? O calor que acompanha o livro inteiro, desde o velório da mãe do cara até o julgamento, chegando ao ponto culminante quando o sol transtorna e impede o personagem de discernir e ver a ponto de cometer uma grande burrada. O fator “blasé” é sem dúvida uma das coisas importantes. Não porque o personagem é frio e malvadão, mas para representar a indiferença de alguns perante o mundo. A idéia do absurdo era bem forte na literatura da época, e, embora tenha um monte de pedantes falando por aí que o absurdo é abstrato, em verdade o absurdo deve ser muito concreto, como a indiferença do personagem. Tão indiferença não é muito bem aceita e é isso que Camus pretende mostrar. A última coisa que penso ser interessante é o julgamento. Você disse certo, todos comentam que ele foi condenado por não chorar no enterro da mãe e se fosse só isso seria uma grande merda. Mas acredito que Camus estava alertando para algo mais sensível, ou seja, a falha do judiciário em condenar baseado em valores morais que não são necessariamente objetivos e precisos. E acredite, isso acontece até hoje. Sei que não posso defender a escrita do cara, isso vai de cada um. Também acho bem simplória. Mas o argelino tem lá seus méritos, talvez não tanto por esse livro quanto por outros como; “A queda”, ou “O mito de Sísifo”. Enfim, tentei salvar o que havia de bom naquele apanhado de frases curtas. Desculpe se exagerei.
    Abraço.

    • Oi Lucas.
      Gostei bastante do seu comentário. Embora não tenha mudado a minha opinião sobre a obra, vejo com outros olhos alguns aspectos sobre os quais você jogou uma luz. A crítica ao sistema judiciário parece bastante pertinente, mas acho que aquela juiza do caso do João Estrela que gostava de Marguerite Yourcenar defendeu a imprecisão do direito justamente por ser uma ciência humana. Acho que o argumento dela é bom, e o Camus, em contrapartida, não oferece nenhuma solução a essa crítica dele. O calor da África é mais fácil de perceber, e ai dele se ele pretendeu usar o calor como desculpa pras merdas que acontecem por lá. Se bem que o calor foi usado como motivador da violência no Faça a Coisa Certa, do Spike Lee, baseado em um artigo não sei das quantas que dizia que, acima dos 40 graus, as pessoas tendem a ser mais violentas.
      Abraço!

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  4. Discordâncias, colocadas de maneira própria, não ofendem. O Yuri embasou bem suas posições, como também o Lucas as dele. Quem ganha somos nós, o leitores, com esse enriquecedor debate de idéias (ou “ideias”, como quer a malfada reforma ortográfica).

    • Oi Juvenal!
      Sabe que tem um livro do Fernando Vallejo (La Rambla Paralela) que, em dado momento, um escritor inimigo do outro vira e fala “eu posso ter só dez leitores, mas meus dez leitores são inteligentes. E você tem cem leitores ignorantes!”, ou algo do tipo. Até ler o seu comentário, pensava que isso era o maior recalque de fracassado, mas agora senti muita firmeza. Que bom é ter leitores inteligentes como vocês, ao invés de cem toupeiras. No Brasil, até hoje o leitor habitual de jornal não entende muito bem o papel da crítica, que dirá então deste confuso blog? Valeu mesmo!
      Abraço!

  5. Li esse livro com uns 14 anos, e gostei, na época. Mas também, nessa idade a gente nem sabe direito quando é dia e quando é noite, e se impressiona com qualquer porcaria. Hoje não é o tipo de livro que me agrada, e procuro passar longe.
    Gostei da resenha, pelos argumentos e pela coragem.

    Abraço

    • Grande Cássio! Mó satisfação tê-lo como comentarista destas resenhas!
      É cara, se você gosta de uma coisa aos 14 anos, a chance dela ser chata é grande. Se bem que eu li coisas bacanas nessa idade, como aqueles livros da coleção Plenos Pecados. Mas gostei mesmo só do Gula (do Verissimo filho), Ira (do Torero), da Luxúria (do João Ubaldo) e Inveja (do Zuenir Ventura). Aquele Ariel Dorfman e o João Gilberto Noll, que fez o da Preguiça, achei chato. Mas pode ser por causa da minha cabecinha da época, vai entender.
      Obrigado pelo elogio! Sabe bem que escrevi essa por sua sugestão e incentivo.
      Abração!

  6. Acho que comentei uma vez de Camus com você por causa da peça d’ O Estrangeiro que tava rolando aqui na Gávea. Será que pelo menos a peça era melhor que o livro?

    Se rolar resenha de livro de faculdade, coisas como Algoritmos: Teoria e Prática, eu contribuo, é só o que tenho lido ultimamente. To com Gödel, Escher & Bach engavetado e desisti de Orgulho, Preconceito e Zumbis. Nem mesmo ninjas e zumbis conseguiram deixar Jane Austen interessante.

    • Provavelmente era melhor sim, Bruno. Se tiver qualquer ação na peça, vai ser massa. impossível ser mais lacônico que o livro.
      Resenha de livro da faculdade? Acho que devemos manter uma certa decência entre nós, não acha? 😀
      Abraço!

  7. ouvi a história num voo de Paris a SP ha dois anos. o audiobook (com 3 horas e 30 de duração, e muito bem narrada) foi um presente de uma amiga francesa que disse que eu adoraria a história, e pior, que eu a comentasse (nessas horas dá vontade de selecionar as amizades). bom, achei que seria uma boa oportunidade de passar aquelas horas interminaveis de um longo voo internacional. após uma hora comecei a me irritar. não sei se era pior o ritmo da história ou a monótona vista de um céu azul de minha janelinha, ou a cara emburrada da comissária que deve ter odiado Paris por alguma razão passional. não consegui ouvir o CD e procurei um amigo que já tinha lido a obra, e que gostou, e lhe pedi para dar sua opinião. enviei por e-mail a opinião dele como se fosse a minha apenas para não frustrar minha amiga que é muito boa (e que me acolhe em seu lindo apê em Montmartre…rs!). um dia tentarei ler o livro. quem sabe mude de idéia.
    bacio!

    • Aê! Mais uma guerreira que se recusa a se deixar levar pela correnteza do senso-comum! Se bem que, por uma estadia em Montmartre eu elogiaria e muito esse livro ahahahah. Nunca me experimentei em áudio-livros. Quem sabe um dia.
      Obrigado pela visita (de novo!)
      Beijo!

  8. Minha filha leu-o para uma aula de história. Até agora ela me pergunta pq esse livro.
    Ela não entendeu nada de nada e o achou muito chato.
    Qndo me perguntou sobre o autor falei que ja tinha lido uma obra dele e tinha gostado, mas O Estrangeiro ainda não.
    Li-o ontem e qse entrei em coma profundo depois de te-lo lido.
    Chato é só um apelidinho carinhoso para obra.
    É fraco sem muito argumento, até pq não tem nada para ser argumentado.

    No inicio ja tive vontade de soca a cara do autor se estivesse na minha frente.
    Não recomendo.

    Bj

    • Oi Silvia, obrigado por comentar.
      Desde que postei essa resenha, descobri que muito mais gente do que eu pensava não considerava esse livro muito bom. Engraçado perceber como uma espiral de silêncio pode reinar sobre uma determinada obra uma vez que ela é canonizada. Acho que a argumentação que o Camus quis passar com esse livro, como o lucas disse, sobre a arbitrariedade do sistema penal, é totalmente furada. O direito, afinal de contar, é uma ciência humana, e devem ser levadas em considerações as mais diversas variações do espectro humano. Sobra um livro fraquinho e sem graça mesmo, ponto para você e sua filha que perceberam isso antes de muita gente.
      Bjs

  9. Yuri, um achado a sua resenha desse livro que eu gosto tanto! Engraçado que vc ainda tem mais adeptos na sua opinião do que eu na minha. Te explico, pra mim, o mote do livro é muito mais simples do que as pessoas costumam discutir por aí; a meu ver, a mensagem que ficou foi a seguinte: a vida é absurda, não tem sentido mas é o único que vc tem, logo, ou vc faz o jogo, e mantém o único que vc realmente tem ( a vida ) ou vc acaba como Mersault, que na sua sinceridade e recusa de participar das convenções, perdeu a única coisa que possuía (apesar dessa única coisa não ter sentido). Não entendo as inúmeras discussões e divagações loucas em cima desse livro, que a meu ver, é simples, direto e foi muito importante pra mim. Meu pai tem a mesma opinião desse livro que vc (mais um pro hall que acharam o livro chaaaato)! Vou ver tuas outras postagens, e gostei muito de como vc defendeu teu ponto de vista. Vida longa pra que vc escreva mais resenhas!

    • Oi Daniela, muito obrigado pelos elogios. Espero que goste do que eventualmente ler por aqui!
      Bom, deixe-me dizer que essa sua explicação, ao contrário do que você disse, me pareceu terrivelmente mais complexa do que o enfoque que discutíamos aqui e que agora, perto do que você disse, é pito. ahahaha Mas entendi a sua leitura do livro e acho ela muito pertinente. Acho que nunca tinha visto O Estrangeiro por esse ângulo, e por causa disso, agora sim, começo a repensar minha opinião sobre a obra. Sou contrário a alguns movimentos muito fortes e causo certo desconforto por causa disso: não bebo, não frequento festas, não danço, entedio-me facilmente em casamentos e tento convencer as pessoas a não batizarem seus filhos. Vou tentar me policiar mais para seguir as convenções a partir de agora. 😀
      Um abraço!

    • Ah, e também achei muito engraçado ter encontrado tanta gente assim que não gostou do livro. Vê só o que é o medo de pensar diferente. Essa galera ficou calada por um tempão até que um zé mané que nem eu tivesse o displante de trazer a questão a público. 🙂

  10. Entendo que sua crítica se restrinja ao estilo literário, ou falta deste, no livro “O estrangeiro”, mas discordo TOTALMENTE que o livro não sirva pra nada, a leitura deste livro ultrapassa a percepção imediata de ser lacônico ou chata, como você o descreveu. Considere o contexto da obra, o pós-guerra, Camus apresenta o mundo sem sentido, um total absurdo para o protagonista, que se sente alheio a tudo e a todos. Quando assisti ao filme “Drive” lembrei do livro, é a mesma sensação de estranhamento, que acredito, todos sentimos alguma vez. Discordando de você: vale muito a pena sim, não só porque Sartre indicou…

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