Livrada! x os maléficos e-readers


Já disse aqui mas vou repetir que toda a proposta do Livrada! se resume a analisar livros físicos, de papel, grossos ou finos, que sirvam pelo menos para machucar alguém com uma livrada. Bom, a nossa amiga ciência, aquela que diz que a arca de noé é uma mentira (na verdade seria algo mais próximo de um catamarã, dizem os sabichões), está tentando reduzir o desmatamento ilegal da amazônia que resulta nestas belas páginas sobre as quais os senhores deslizam os olhos para saber quem vai pegar Rodión Raskolnikov, que que essa Anna Kariênina tá fazendo de novo na estação de trem, quem é o traidor de Hogwats, quem é o amante misterioso de Sabrina, que deu duas quando as luzes se apagaram durante aquele baile, enfim, estão tentando reduzir o desmatamento da amazônia fabricando readers eletrônicos.

Se você caiu no planeta Terra agora, explico: o e-reader é uma maquininha sem-vergonha que serve pra você ler livros eletrônicos segurando algo que mais parece um palmtop espichado e passando as páginas por meio de botõezinhos. Nada de orelhas, nada de projeto gráfico, nada de ostentar lombada, nada de ostentar capa no ônibus, nada de nada. Pra quem tá de fora, só o que se vê é você olhando fixamente pra uma maquininha ad nausea e se divertindo hor-ro-res. Como se ler já não fosse um hábito esquisito o bastante.

Pois bem, jogaram nas minhas hands um desses e-readers. Não vem ao caso qual é, não vem ao caso como veio, e peço discrição nesse assunto. Fato é que, aos 24 anos, me vi, pela primeira vez, frente a frente com uma dessas bugigangas da pós-modernidade. Bugiganga sim senhor. Quem lembra do Inspetor Bugiganga sabe que a Penny tinha um livro que era um computador, e todo mundo achava aquilo a coisa mais legal do mundo até aparecer um computador que é um livro e a coisa não ser mais tão legal assim.

A primeira impressão positiva foi com a tela. Realmente é uma tela muito confortável para se ler, não é como ler na tela do computador, que emite luz própria. Também não é como ler na tela de um gameboy da década de 90, que não emite luz própria. É uma tela feita especialmente feita para leitura. Só que o homem, vaidoso, se esqueceu que Deus todo-poderoso  já tinha fabricado uma tela dessas antes, e ela se chama PAPEL. Super legal essa mania de inventar coisa que já existe, e agora todo mundo acha que o Steve Jobs inventou o telefone celular. Amigos: ser melhor, mais muderno, mais prático é uma coisa muito boa para acéfalos. É para os acéfalos que a ciência fez o Segweg, o Iphone, o Nike Shox, o Frozen Yogurt, o Listerine, o Band-Aid, o Ben 10, o IMAX, a Gibson, o Smart, o WD-40, o WI-FI, o forno de micro-ondas e o e-reader. Se você quiser entrar nessa vibe de douchebag way-of-life, fica à vontade, mas aqui, como diz Xitãozinho & Xororó, o sistema é BRUTO.

Mesmo a telinha sendo prática, ela invariavelmente é minúscula, não importa a marca da tranqueira que você comprou. Sempre menor do que um livro pocket e, eu não sei quanto a vocês, mas eu só leio livro pocket quando a grana tá curta ou quando não tem mesmo em outra edição decente.

Vamos continuar com as vantagens: você pode começar a ler livros pirata. O papai aqui, que é muito esperto, baixou do torrent o Nemesis, o livro novo do Philip Roth que ainda não chegou aqui no Brasil. Comecei a ler toda aquela história de crise de poliomelite em Newark, aquela chatice de todos os começos dos livros do Roth (à exceção de O Animal Agonizante talvez. Talvez, eu disse) e me achei o bacana. Fui continuar a ler no dia seguinte e, tchanam! o reader não reconheceu mais o arquivo que eu tinha baixado. De um dia pro outro, sem razão aparente. Legalzão isso, né? Quer dizer, você tá lá com seu e-reader lendo as últimas peripécias de Harry Potter e seus amiguinhos e termina um capítulo falando que alguém mata o diretor Dumbledore (que é uma perversão sexual da infância, matar o diretor do colégio, afinal) e você vai dormir, doidão de curiosidade mas cheio de sono pra continuar. No dia seguinte, na hora de tirar a prova dos nove, a porcaria falha e você está para sempre angustiado por ter lido essa porcaria de livro nessa porcaria de reader e não em um livro de gente normal. É como naquele episódio do The Office em que o GPS mandou o Michael Scott dirigir o carro pra dentro de um lago e ele fez exatamente isso. Cego pela ciência! Cego! Cego!

Mais uma vantagem: um precinho camarada! Um reader deste está entre 400 e 800 reais no mercado. Faça as contas e veja que você, que é um bom leitor porque se não fosse não leria este blog, gasta em média 40 a 50 reais num livro BOM, ou seja, uma dúzia de livros lidos no reader pagam a gerigonça, certo? Errado, camarada, porque os e-books novos custam dinheiro também, e não custam barato. Ou seja, você paga caro no reader e passa a pagar mais barato em cada livro que você compra, pra sempre. O problema é que, pelo menos por enquanto, todos os livros disponíveis em versão virtual são belas de umas porcarias. É comer, rezar e amar pra cá, marley e eu pra lá, monge e o executivo aqui, dan brown acolá, harlan coben no meio do caminho, enfim, livros que não custam de 40 a 50 reais, custam de 20 a 35 reais, livro chulé, feito com papel jornal. E na versão virtual o preço deles abaixa pouco: de 15 a 25 reais. Então, se você ainda não entendeu, chupa aí um osso de galinha pra criar tutano nessa cabeça e perceba que o aparelho só vai se pagar a longuíssimo prazo, no mesmo prazo em que você pagaria sua biblioteca vendendo seus livros pro sebo e comprando novos. Esse lance de comprar o reader e comprar livro virtual achando que vai valer o investimento é uma corrida de Zenão, só que sem ilusão de ótica.

Sem falar as pequenas coisinhas:

1- Perder um livro numa viagem custa 50 reais. Perder um e-reader custa a sua passagem de volta.

2- Ladrão nenhum se interessa por roubar um Pastoral Americana, mas qualquer vagabundo quer botar a mão em qualquer aparelhinho eletrônico na esperança de que ele possa ser repassado para outro vagabundo que vai comprar achando que dá pra usar o e-reader pra tocar poperô no ônibus.

3- Acaba essa negócio de emprestar livro pros outros (há quem seja contra, mas quem é precisa mostrar que o é por ser cuzão, e não dar uma desculpinha esfarrapada do tipo “ai, é que o meu livro é virtual, sabe? não rola, amiga”).

5- Ilustradores, diagramadores, arte-finalistas, capistas, artesãos da editoração: preparem-se para começar a acordar bem cedo pra assistir o Telecurso 2000.

6- Editoras, livreiros, atravessadores, publicitários: preparem-se para fazer o novo módulo de marketing do Senai: “Como fazer o consumidor se interessar e pagar por algo que não existe de verdade?”.

7- Donos de sebos: os negócios vão bem?

8- Quer entrar na fila de autógrafos com o seu e-reader? Vá em frente, champeão, você é muito especial. Sim, essa definição de ‘especial’.

9- Gosta de dar livros de presente para as pessoas mas procura saber se elas já têm o livro antes? Espero que você seja hacker.

10- Tá bom ou quer mais?

Contudo, há de se notar vantagens óbvias para os leitores eletrônicos: leitores do Stephen King não vão mais sofrer de lordose, livros didáticos não vão mais garantir a ceia de natal do catador de papel, qualquer zé ruela vai poder ter seu livro mais facilmente comercializado, e quando eu digo zé ruela eu estou falando de VOCÊ, jovem aspirante a escritor que já teve seu original recusado até pela Não-Editora, ler de pé no ônibus fica mais fácil porque você não precisa mais equilibrar um livro e virar as páginas com uma mão só, seus rebentos que odeiam ler mas adoram qualquer porcaria com um botão de liga e desliga vão dormir com o reader debaixo do braço, enfim, a invenção não é de se jogar fora. Mas pra nós aqui, que somos descolados e apreciamos uma boa literatura, essa parada tá por fora, falei?

E você, concorda?

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24 Respostas para “Livrada! x os maléficos e-readers

  1. hmmm, não sei não. Estou aqui, na cama, comentando este último post do Livrada de meu pequeno smartphone, esta geringonça pós-moderna que me permite ler as diatribes do Yuri sem precisar levantar nem ligar o computador.

    Posso lhe afirmar que uma assinatura virtual do Economist custa 1/3 da versão impressa e de que há um sortimento interessante de e-books em idiomas como o francês, inglês e alemão.

    Por exemplo, posso baixar L’âge d’homme, do Michel Leiris da minha livraria francesa virtual favorita, a lapage.com, em 20min, ao passo que se o importar por via convencional não o recebo em menos de 10 dias.

    O e-reader também pode substituir o caderno na escola, se acompanhado de um teclado wireless. O problema, como salienta o Yuri, é você ficar a mercê de vabundos e assaltantes. Claro, isso não aconteceria “no” Alemanha, país civilizado.

    • Coincidencia, ou não, ontem manuseei um ereader da positivo pela primeira vez. Ele possui uma caracteristica que nao sei se são todos que possuem; uma tela touchscreen e giroscópio… ou seja, cada vez que vc encosta a mão nele ou inclina um pouco pro lado, ele vai alterar o que está na tela, gastando bateria e dando aquela piscada irritante enquanto a tinta digital é preenchida. O aparelho tava tentando ser um computador, e ficou menos parecido ainda com um livro.

      E do jeito que as coisas vão… Ereader logo logo vai deixar de ser interessante e vai ceder espaço pros computadores de mão (como os smartphones e tablets) que oferecem muito mais recursos para uma leitura rápida -consulta de códigos, leitura de periódicos, (além de poder acessar conteudo sem tirar a bunda da cama)… como CORES fantasticas, animações, extratextualidade… experimente ler a nova edição da Super Interessante no Ipad e você vai chorar de desgosto ao ler seu Times no Kindle. Sem falar que os tablets possuem milhões de outras funcionalidades para justificar seu investimento.

      Os eReaders NUNCA foram uma ameaça ao livro impresso, desde o seu lançamento o mercado de livros impressos só fez crescer… todas as materias que você leu a respeito do fim do livro foram só balela para chamar atenção à geringoncinha. E o preço é absurdo mesmo no exterior! Ebooks são certamente os kbytes mais caros da internet; e não tem desculpa para ser algo tão caro! Por isso mesmo, o livro impresso vai muuuito bem.

      • Oi Leonardo, concordo com você quando diz que os tablets vão tomar rapidinho o mercado dos readers por todas as vantagens óbvias que esses têm sobre aqueles. E sim, todos os readers tem giroscópio, e todos piscam irritantemente a cada mudança de página ou girada. Vai vendo que alguém já já taca o seu na parede de raiva.
        Concordo também que não são ameaça ao livro impresso, pelo menos por enquanto. Mas sabe como é essa tal indústria do medo. Os caras querem deixar a gente com cagaço pra poder comprar mais livros antes que eles acabem…
        Abraço!

    • Oi Jarobas, entendo seus argumentos a favor dos readers e das geringonças pós-modernas. Mas é preciso entender também que a tecnologia só revoluciona na mão das massas. Até a pobretada começar a colocar as mãos nos celulares e se popularizar, a telefonia móvel era um serviço caro, precário e que mais dava dor de cabeça do que ajudava na vida das pessoas. Por isso, acredito que para o povão que realmente precisa economizar em livros e ter acesso ao que interessa, comprar um livro em alemão pelo telefone não vai ser de grande valia. A minha aposta pros readers é como material didático mesmo, mas até lá vão-se umas boas décadas. Abraço!

  2. Em tempo, prefiro e sempre preferirei também livros de papel. Com o e-book, por exemplo, uma “livrada” na cabeça do próximo pode sair muito caro (a danificação do aparelho), mas para a leitura de periódicos e mesmo livros estrangeiros, talvez seja uma saída interessante.

    Sonho todavia com o tempo em que não precisarei ir à facul levando os maçudos e volumosos códigos civil, penal, etc., pois eles mais os cadernos das respectivas cadeiras estarão todos acessíveis em um compacto tablet PC, não tão pequenino e limitado como o e-reader que o Yuri utilizou em seu experimento e que tanto o enfureceu.

    Finalmente, ler esses posts inteligentes e bem redigidos do Livrada é um dos meus prazeres dominicais. E que satisfação poder fazê-lo sem precisar levantar da cama.

    Perdoem-me os leitores se pareço excessivamente entusiasta dos ditos avanços tecnológicos (as aparências na verdade enganam), mas não se cursa Engenharia de Software impunemente.

  3. Eu não gosto de e-reader e não vou ficar 800 reais mais pobre comprando um desses, não. E olha que eu gosto de tecnologia. Mas é que livro de papel é tão mais legal! É tão bom sentir o cheiro do livro…

    Enfim, o consumismo hoje está muito baseado em experiência do usuário. E nenhuma marca conseguiu oferecer experiência melhor do que ler um livro impresso. Por isso, eu acredito (e espero) que os livros de papel sobrevivam por muito tempo. Bem, não sei como será com as próximas gerações.

    Saudade dos posts, Yu!! Beijo!

  4. Amei isso: “9- Gosta de dar livros de presente para as pessoas mas procura saber se elas já têm o livro antes? Espero que você seja hacker.”

    Concordo com você, nós que amamos a literatura nunca substituiremos o papel pela bugiganga tecnologica… mas que tem a sua vantagem, a isso tem… dá uma olhada nesse artigo de um professor da Ufpe, muito bom:
    http://smeira.blog.terra.com.br/2011/04/20/livro-de-papel-compre-logo-antes-que-acabe/

  5. Eu tenho o NOOK que é o ereader da barnes and noble, não tenho do que reclamar!! o único problema é que as editoras não lançam todos os livros que eu quero ler no formato digital, ai acabo tendo que comprar o impresso, mas sempre que lançam em impresso e digital acabo comprando o digital!!!

    té mais!

    • Oi Victor, não conheço o NOOK, mas resta-me botar as mãos em um deles para comprovar seus elogios. Agora, concordo que a distribuição de livros digitais é um problema. espero que a industria dos livros não cometa os mesmos erros da indústria fonográfica. Abraço!

  6. Eu não gosto e nem pretendo ter um e-reader, mas se eu ganhar, aí é outra coisa! Vendo e tenho 800 reais para gastar em livros de papel! (Putz, já pensou?) Mas enfim, eu gosto é do cheiro do livro, todos os que eu compro a primeira coisa que eu faço é cheirá-los, vício do vício!
    Enquanto estava lendo o post, pensei em uma coisa, imagina ler HQ em e-readers? Vão acabar lançando HQs em 3-D e ai vão ferrar tudo! Não! Que viva o papel!
    Acho que o e-reader vai pegar, mas quem mais irá usar serão os leitores de Paulo Coelho e Gabriel Chalita. Acho que o e-reader vai conviver com o livro de papel, mas extingui-lo, nunca!

    Abraço

    • Caramba, Pousa, assim tu vai me deixar com pesadelo. Quadrinho em 3D? Brrrrr
      E shhhh, para de ficar alardeando seu vício de cheirar livros. Você não sabe que nós, da comunidade, mantemos nosso costume ainda socialmente inaceitável em um nível mínimo de discrição?
      Abraço!

  7. Caro Yuri,
    Encontrei o seu blog por acaso procurando informações sobre o Vila-Matas por quem ando apaixonada e adorei tudo o que li por aqui. Parabéns! Por falar em paixão, também me encontro perdidamente apaixonada por Gonçalo M. Tavares (não sei se vc já escreveu sobre ele). A série O Bairro é imperdível. Tb li Uma viagem à Índia, do Gonçalo e adorei. Estou doida para ler Jerusalém, dele tb, mas ainda não comprei. Sobre o e-reader, meu marido comprou um para ele e não achei nenhuma graça, mas achei bom pq ele está lendo (seja o que for, já é alguma coisa, qq bula de remédio está valendo!). Me encantou o seu senso de humor. Vc é muito engraçado e talentoso. Parabéns mais uma vez!
    Paula

    • Oi Paula, muito obrigado pela sua visita. Fico muito feliz quando um leitor novo descobre o blog, sinto-me renovado.
      Fico feliz também que um objeto tão deplorável quanto um reader esteja despertando o desejo de ler nas pessoas. Taí uma vantagem que não considerei, mas que é verdadeira: a galera se liga mesmo em tecnologia e acaba fazendo coisas que não gosta graças a geringonças modernosas. Apareça sempre que quiser!

    • Ô meu Deus, mais um sem receio do julgamento que a sociedade pode fazer de nós, cheiradores de livro? Êta povo destemido! 🙂
      Abraço, Gabriel!

  8. Cara, gostei do post! Nunca coloquei as mãos num e reader- ainda, tenho aversão a esse troço- e me parece que, pros livros, as coisas não devem mudar muito não… afinal, como você bem disse, o que tem de e book é só bomba, livro bom é livro que a gente apalpa “in persona”, são pessoas como a gente que curtem tais livros. Se até hoje estes livros não sumiram, acho que não sumirão por conta dos e-readers.
    Me senti super nostálgica quando vc levantou sobre a Penny do Inspetor Bugiganga!!! Pois é, na imaginação as coisas são muito mais maravilhosas e cheias de possibilidade do que na realidade!
    Um grande abraço e…mais posts!

    • Oi Daniela,
      Sim, minhas referências culturais são obscuras.
      Sim, os livros bons vão ser publicados em papel porque quem gosta de comprar é pouca gente.
      Sim, farei mais posts!
      Abraço!

  9. Yuri, seu texto lavou minha alma, especialmente nesta semana em que grande parte das pessoas lamentou a morte de Steve Jobs como se fosse seu amigo íntimo…
    Amo o livro impresso e não pretendo me render a essas geringonças eletrônicas.
    Abraços.

  10. Acho que o meu Kindle Touch, trazido do Paraguai em 2012, foi um dos melhores investimentos que eu já fiz. Economizo com xerox e dor de cabeça, uso pra ler desde coisas da faculdade e textos longos da internet até livros que são muito caros ou ainda não chegaram no Brasil. Usei pra estudar material de curso, pra guardar docs de trabalhos ou resumos, pra testar assinaturas de jornais e revistas internacionais por algumas semanas. Quando minha mãe disse que quem sabe agora finalmente eu iria parar de ocupar todos os cantos vagos e não vagos do meu quarto com livros, se enganou, pois as idas às livrarias e sebos não diminuíram. Pelo contrário, adquiri mais de uma cópia de livros que li originalmente no digital.
    Já emprestei o Kindle pra amigos lerem, meu quarto continua com mais livros do que espaço pra eles, e a maior parte do meu salário ainda se divide entre o Book Depository, Sebo Kapricho e Livraria Cultura. Pra quem ama ler, a tecnologia nesse caso é com certeza uma aliada, e não rouba o lugar das amadas edições físicas, com cheiro bom de papel, dedicatórias nas folhas de rosto e páginas sublinhadas.

  11. Leio em qualquer formato. Ler é o que mais importa. Há livros baratos nos sebos, há milhares de livros de domínio público gratuítos para e-readers, emfim há lugar para todos, mas só quem lê muito vai aproveitar realmente um desses aparelhinhos. Quem lê 3 livros por ano … não é um bom investimento nem para si nem para qualquer seguimento. Mas cada um lê no seu ritmo e como pode.

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