Um rolé pelo Orelha de Livro

Esse post é pago

O post de hoje é um tapa na cara de vocês, meus antípodas que não me negam a visita hebdomadária que clamam pelas minhas costas que minha função nesse mundo de meu Deus é ficar destilando opinião que ninguém pediu. Pois veja só, além dos leitores que me indicam livros e me pedem comentários sobre ele, o Orelha de Livro, que é uma rede social de livros muito da simpática, me pediu uma opinião sobre a interface do site e da minha experiência navegando por ele.

orelha de livro home

Eu sei que nós, beletristas e leitores de ocasião, passamos muito tempo enfurnados entre páginas brancas, amarelas e carcomidas pelo tempo e raramente paramos para cheirar as flores dessa rede mundial de computadores, de modo que muitos de vocês talvez estejam me perguntando que diabos é uma rede social de livros (e aos que estão me perguntando o que é uma rede social em pleno 2015, peço a gentileza de regressar a seus devidos sarcófagos). Pois bem, o Orelha de Livro é muito similar a uma rede social no estilo do Facebook, onde você tem o seu perfil, com as suas coisinhas, e um feed de notícias, com atualizações do seu perfil e do perfil de amigos/seguidores. A diferença é que o assunto aqui é livro, e a rede abre um espaço para que você monte a sua estante virtual, cadastrando livros em categorias como “já li”, “estou lendo”, “quero ler” e “favoritos”. As categorias são autoexplicativas e a navegação no site é bem intuitiva também. Aprende essa, LinkedIn.

orelha do livro feed

Como não tinha conta, abri uma rápido logando com o Facebook, que parece ser o único jeito de fazer uma conta por lá. Embora o login pelo Face seja uma solução rápida para os preguiçosos (e sabe o que Deus faz com preguiçosos, meninos? Isso mesmo, trombose), sempre fico meio ressabiado de usar meu sacrossanto perfil na rede do Zuckerberg pra qualquer coisa porque tenho medo de me tornar um daqueles chatos sociais que te mandam solicitações toda hora e as pessoas acham que é vírus quando na verdade é só você sendo pentelho mesmo. E acreditem ou não, tem muita gente que lê e não tem Facebook porque não gosta de rede social, então acho que o site poderia ser uma alternativa saudável para introduzir esse povo nessa second life na qual todos estaremos um dia. Fica a dica aí, galera!

Fui procurar alguns livros para cadastrar na minha estante e a coisa foi mais fácil do que pensava. Ao invés de procurar um livro e aí escolher a categoria em que você quer colocá-lo, é só buscar direto dentro da categoria. Badabim, badabum, voilà.

orelha de livro estante

Aí com o livro na estante, dá pra fazer o diabo. Resenha, comentário, dar estrelinha, faz teu show, ou não faz. Fica peixe e aprende. O papai aqui queria ver também como funcionava o cadastro de livro porque rede social tem que ser colaborativa e pra ser colaborativa tem que ser sem enrolação. Cadastrei o da Marguerite Yourcenar que tenho aqui e a coisa é mais mole que mastigar água de cabeça pra baixo, olhaí:

mishima

Bom, mas esse é o básico do básico. Vejamos que outros elementos o Orelha de Livro tem para agregar ao camarote. Ele também tem uma seção só de blogs (Cuma??? E eu não tô lá??), para você seguir por lá mesmo, assim as atualizações dos blogs que você segue aparecem no seu feed. Exatamente, como o reader do wordpress, aleluia, alguém fez uma coisa melhor do que aquilo. Se você só lê blogs literários, é uma mão na roda juntar todos os que você gosta ali. Só não é muito claro como faz para cadastrar… Acho que você tem que mandar um e-mail pros caras e solicitar, eu acho, senão dá brecha pra muita coisa híbrida e sem graça.

blogs

Aí tem a parte social da coisa. Achar os amigos, trocar informações com os leitores, ir adicionando e fazendo novos contatos, enfim, essas coisas boas de ter uma rede social com pessoas que gostam das mesmas coisas que você. Aliás, tá demorando pra ter uma rede social de relacionamento que usam os livros da sua estante para achar seu par… ou seus favoritos do Netflix…. mas estava divagando. Além dos amigos, dá pra achar também os autores que você mais gosta, que, caso você realmente leva a coisa a sério, são tão seus amigos quanto seus amigos. Mas os autores que eu gosto não têm muito seguidores, então vou dar uma força pra eles. Quem sabe eu lanço tendência, né? Já dizem por aí que eu sou formador de opinião, bora formar umas opiniões melhores a respeito deles então.

Comentário Final:  O Orelha de Livro é uma rede social de livros bem grande e completa, com uma interface intuitiva e com o ponto alto de ter um feed só de blogs literários. Achar os amigos e cadastrar os livros é bem fácil, e começar a seguir os autores é mais fácil ainda. E assim que meu blog estiver lá entre os blogs literários vai ficar pelo menos cinco vezes melhor! YEAAAAAAAAAAH

Dois anos!

É, galera, dia oito de abril entrou para a seleta lista de datas comemorativas na minha vida por causa desse singelo blog que há dois anos lancei sem muita pretensão, mal imaginando o sucesso que seria. Como sempre, fico meio emotivo pra escrever essas paradas, porque ganhei leitores e amigos, conheci gente do Brasil inteiro e do além-mar inclusive, dos caros irmãos portugueses que encontraram nesse mal diagramado espaço uma fonte para saciar sua curiosidade sobre títulos de literatura nacional, fui indicado a prêmios (embora não tenha ganhado nenhum), ganhei dinheiro, ganhei livros, ganhei fãs, ganhei críticas, ganhei inimigos, ganhei estágios, ganhei propostas de trabalho, enfim, ganhei o prazer de escrever sobre uma das coisas que mais gosto e ser lido, algo de que pouca gente pode se orgulhar. Nesses dois anos, nos quais primeiro publiquei resenhas diárias, depois semanais, depois duas vezes na semana e por último quinzenais, comentei cerca de 130 livros do que considero alta literatura, falei sobre hábitos de leitura e mesmo comentei algumas notícias, como a morte de Saramago e a vitória de Vargas Llosa.

E, sabe quando uma loja de eletrodomésticos faz aniversário e algum publicitário gênio inventa de falar “o aniversário é nosso, mas quem ganha o presente é você”? Então, aqui no Livrada! é mais ou menos isso, só que ao contrário. No aniversário do blog, quem ganha o presente é o blog, ora bolas! E o presente que esse blog precisava era mesmo alguma boa alma que se proponha a repaginar esse layout fédido e criar uma logomarca decente, mas isso não posso pedir porque não tenho dinheiro para pagar (se alguém quiser mandar esse depoimento triste para o Luciano Huck, eu me disponho a ir lá chorar de emoção num quadro estilo Lata Velha que reforma blogs). Então queria pedir algo que é simples, grátis e que todos podem colaborar: no dia de hoje, que é páscoa, eu sei, mas no dia de hoje e também durante essa semana, divulguem o Livrada! Convidem seus amigos a curtirem a página no Facebook, tuíte sobre ele no seu twitter, pendure uma folha de caderno com a url dele no mural da sua faculdade, fofoque sobre ele no seu grupo de oração, peça para a Sandra Annenberg falar dele no Jornal Hoje, enfim, seja gentil com o Livrada!, que sempre esteve aqui para entretê-los e, de certa maneira, aculturá-los sem nunca pedir nada em troca, que tal? O que ganhamos com isso? Mais leitores, mais amigos, mais inimigos, mais tudo! Se sobrar tempo, depois de fazer o Kony famoso, vamos fazer o mesmo com o Livrada! em 2012, só que sem a parte de caçar e matar ninguém, hein?

É isso, meus camaradas, agradeço mais uma vez a todos vocês que leem, assinam, acompanham ou só passam de vez em quando por aqui. Fiquem bem e em paz!

E o convite ainda está de pé! Mande seu autógrafo favorito para bloglivrada@gmail.com e compartilharemos histórias!