Vídeo: Cristóvão Tezza – O Professor

 

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Querem me calar, mas olha eu aqui de novo com um vídeo sobre esse escritor supimpa que nós temos e tanto já comentamos neste humilde espaço! Tem maçã, tem xiboquinha, tem Akira, tem moletom da Santa Cruz e tem muita alegria e descontração nesse vídeo sobre o último livro do Cristóvão Tezza: O Professor. Vai dar mole ou vai assistir e se inscrever no canal de uma vez? Tá bombando, gente, vem!
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Clica na imagem, filé. Tá difícil? Clica aqui então.

 

 O Professor cumpre as seguintes modalidades do Desafio Livrada 2014:

3- Um livro do seu autor favorito

11- Um livro publicado pela primeira vez neste ano

 

Comentário final: 240 páginas de puro calibre!

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Vídeo: Edward Bunker – Educação de um Bandido (Education of a Felon)

Fala, macacada! Hoje a resenha é em vídeo também, e desde já gostaria de agradecer imensamente ao feedback recebido e a todos vocês que se inscreveram no canal. Com um vídeo, já estamos beirando as 150 assinaturas, mas precisamos continuar pro Google e seu filhote YouTube levarem a gente a sério. Então, por favor se inscrevam no canal do Livrada! É super fácil, ó: primeiro, você clica na imagem aí embaixo, depois, logado com a sua conta do Google, você clica no retângulo vermelho embaixo do vídeo onde diz “Inscrever-se”, e pronto! Não custa nada pra você, mas é uma mão na roda pra gente!

Estão gostando do nosso humilde vlog filmado na minha humilde residência? Acho que vou tirar o meu wheyzinho do fundo nos próximos vídeos, alguns de vocês ficaram muito chocados com ele. Whey é vida, galera! Deixem de manha. Peço desculpas por eventuais falhas técnicas, estamos todos aprendendo a fazer isso ainda, e a ideia é melhorar sempre.

Mas enfim, não era isso que vocês vieram ler aqui. Vocês querem saber sobre o Ed Bunker (o Mr. Blue do Cães de Aluguel) nessa deliciosa dica literária que vos deixo para essa semana. De resto, já sabem: curtam o vídeo, compartilhem, discutam na caixa de comentários, se quiser eu até respondo por lá!

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Clica na imagem, abestado.

Anton Tchekhov – A Gaivota (Чайка)

Daniel PereiraOlha só, eu não coloquei uma peça de teatro na lista do Desafio Livrada! 2014 (aliás, como vocês estão indo nele?) mas deveria, e por várias razões. A primeira é que livros de peças de teatro são mais legais do que peças de teatro em si (e isso é a minha opinião. Meu blog, minha opinião, sorry periferia); segundo que vocês não andam lendo tanto teatro quanto deveriam – e deveriam, porque o teatro ensina muitas coisas sobre como montar um ambiente e como explicar coisas só com diálogos, o que é importante pra todo mundo deixar de ser prolixo; terceiro, porque livros de teatro são o contrário dos best-sellers na relação quantidade x qualidade. Se eu pedisse pra vocês lerem um, a chance de algo realmente bom cair em vossas mãozinhas seria muito grande.

Pois o fato é que não está na lista, mas vamos ver essas coisas aqui, e desde já peço desculpas pelo excesso de literatura russa aqui, mas é porque eu realmente tô numa vibe que… peraí! Eu não vou pedir desculpas pelo excesso de literatura russa e vocês tão malucos se acham que eu vou. Literatura russa é vida, literatura russa é o que faz essa máquina de editoração de livros rodar, porque se não fosse a literatura russa, se não fosse essa coisa tão legal consagrada há cento e porrada anos atrás, não ia ter tanta gente querendo fazer algo tão legal quanto hoje em dia. Então, vamos ao objeto de hoje.

Eu li A Gaivota quando tinha meus 20 anos em uma edição antiga do amigo Cássio que vinha junto com Tio Vânia, do mesmo Tchekhov, e achei tanto uma quanto a outra uma porcaria enfadonha, confusa e sem nada de maneiro pra acrescentar à minha ignorante cabecinha de jovem. Mal sabia eu que minha opinião estava em consonância com a do povo russo à época da estreia da peça e inclusive com a opinião do grande Tolstói, que disse, não com essas palavras, que A Gaivota era um belo de um sonífero. Parece que só quando ela caiu nas mãos de Stanislavski e Cia. Que a coisa deslanchou mesmo, e o porquê disso não sei, mas também não estou muito interessado. Vou falar aqui por que A Gaivota tem seus deméritos aos olhos dos outros e o que ela tem de legal.

A peça tem quatro atos, uma porrada de personagens – alguns meio inúteis —, uma peça de teatro dentro dela e se passa numa propriedade rural do tio de um aspirante a escritor, filho de uma atriz famosa e já meio esquecida. O sujeito chama Trepliov e no primeiro ato o vemos se preparando para ver a montagem de uma peça que ele escreveu, mas sua mãe fica de palhaçada, todo mundo perde o foco e a vibe, o troço vira um desastre e ele fica arrasado. Essa percepção é mais agravada pela presença de Trigorín, um escritor famoso que rouba as atenções, inclusive a de sua grande paixão, Nina. O caso aqui é uma quadrilha das brabas: Miedviediênko (ah, que delícia a sonoridade do russo explanada na transcrição do tradutor, praticamente um baby talk), o professor, amava Macha, a filha do tenente Chamraiev. Macha, amava Trepliov, o escritor. Trepliov amava Nina, a mocinha atriz de sua peça. E Nina acha que ama Trigorín, mas na verdade só tá mesmo muito entediada e precisando de um Nintendo Wii. Acrescente-se aqui que Arkádina, a mãe de Trepliov, é apaixonada por Trigorín também, e temos aí a macarronada que é A Gaivota.

Pois bem, coisas acontecem na peça, mas não muitas: Trepliov mata uma gaivota e oferece de presente pra Nina, ela e Trigorín trocam juras, Trepliov desafia Trigorín para um duelo e ele foge da raia, e no final das contas Trigorín casa com Nina, vão morar em Moscou e depois ele abandona ela por Arkádina. Nina reaparece, fala com Trepliov, ele pede pra ela ficar, ela não fica e ele se mata.  Oh, meu Deus, Yuri, que cara sem coração é você, jogando esse monte de spoiler na nossa cara. Pois é, get over it. A gente é a maloqueiragem da crítica literária, e se você não aguenta os caras maus, vá ler blog de miguxa parceira de editora e de marca de esmalte.

Anton_Pavlovich_ChekhovDe tudo isso que eu já contei, já deu pra sacar por que A Gaivota não foi um grande sucesso. Quatro atos disso aí só passam rápido se o cara tiver muito na pira de ver um Tchekhov boladão. Se não tivesse o sobrenome, dificilmente sairia do circuito do teatro sério dentro do teatro experimental universitário. Mas isso não quer dizer que não valha a leitura, e é claro que vamos dizer o porquê.

Primeiro, pela angústia do personagem principal. Trepliov é um escritorzinho que precisa competir com Trigorín, que é um escritorzão, e os dois precisam competir com Tolstói e Turguêniev e todos os clássicos. Está aí um dos pontos chaves do livro: o embate do novo com o velho e já consagrado. Não é à tôa que Nina se apaixona por Trigorín, escritor já consagrado e não por Trepliov, e não é à tôa que Trigorín se apaixona por Nina, uma jovem atriz, mas troca ela por Arkádina, a atriz mais velha e já consagrada. E você achando que o Larry Clark era revolucionário por fazer um filme como Ken Park. Rá! A coisa é tão fora de propósito que o sujeito novo não sabe o que fazer e mata uma gaivota pra dar de presente pra mulher. Se a gaivota é uma metáfora para alguma coisa nessa peça, e eu acho que é, é a metáfora para a falta de sentido em pirar errado e na destruição do belo em função de ficar pirando errado.

E isso tem a ver com a segunda coisa legal desse livro, e isso você pode ler no belo texto que o tradutor Rubens Figueiredo (falemos dele mais tarde) preparou para a edição (falemos dela mais tarde também). A Gaivota é uma “comédia em quatro atos”, segundo o autor. Mas não tem nada de engraçado nisso. Mas aí o Rubens lembra a gente que comédia aqui tem o sentido de expressar sentimentos menores, menos nobres, em oposição à tragédia, que é elevada. É uma comédia porque todo mundo é meio patético em suas vidinhas miseráveis e ninguém se entende, ninguém corresponde o amor um do outro e as pessoas fazem coisas estúpidas por causa disso, tipo matar uma gaivota e se matar. A comédia é a vida comum, a comédia somos nozes.

Já falei que o livro da Cosacnaify é da coleção portátil? Não? Pois é. Bela coleçãozinha essa, com suas escalas pantone na capa, suas fontes esquisitas de nome esquisito e sua encadernação artesanal com cordinhas bonitas. E já falei que o livro é traduzido pelo Rubens Figueiredo? Ah, isso já, né? Porque o Rubens é demais e não há porque se cansar de falar dele aqui, principalmente retribuindo a gentileza da vez em que ele disse que eu era parecido com o Tchekhov em pessoa. Ah, como eu sou gatão, foi mal aí, galera! Meninas, façam fila que o papai chegou. Hue hue hue br br. Gosto das traduções do Rubens, principalmente nos nomes, em que ele tenta preservar a sonoridade do russo, e não poupa acentos em lugares desconfortáveis para nossos padrões de leitura em língua portuguesa. Viva!

Um último pedido: se inscrevam no canal do Livrada! no Youtube! É super fácil, é só entrar no Youtube logado com sua conta do google e clicar no botão vermelho embaixo do vídeo onde diz “Inscrever-se”. É a minha chance de fazer isso aqui ir além e render um trocado pra pagar a hospedagem do site, então me ajudem, amigos!

Comentário final:127 páginas portátil e em papel pólen. Russos, ê!

Juan Pablo Villalobos – Festa no Covil (Fiesta en la Madriguera)

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Surprise, motherfucker! O livro de hoje vai ser comentado em vídeo. Esse é o primeiro videolog do Livrada!, e nele dou uns pitacos sobre esse maravilhoso livro desse maravilhoso escritor mexicano. Espero que gostem!

O Livrada! agora é um site multicanais, e apesar de sermos antigos no WordPress, somos novos no YouTube, por isso qualquer tráfego por lá é bem vindo. De maneira que é extremamente importante que, para dar prosseguimento a esse troço (que dá mais trabalho do que escrever um texto, vai por mim), vocês se inscrevam no canal, curtam o vídeo e comentem por lá. Ou, sei lá, não precisa curtir, mas comentem, linkem, compartilhem. Como diria um certo banco falcatrua, vamos fazer juntos?

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Isso é só uma imagem, amigo. Mas é só clicar nela que você vai direto pro vídeo.