Alejandro Zambra – A Vida Privada das Árvores (La vida privada de los árboles)

Vida privada das árvoresVamos entrar aqui numa quinzena de livros curtinhos porque é comum recorrer a esse tipo de expediente em nome da periodicidade. Mas veja lá, porque também temos calhamaços ocasionais que justificam posts como esse. E também não tema, jovem, porque aqui temos outra vez o grande Alejandro Zambra, autor de Bonsai, em seu segundo e decepcionante romance. 😦

Zambra, coitado, foi uma vítima, como tantos outros artistas, da síndrome do segundo álbum, ou, no caso, do segundo romance. Porque Bonsai, estamos conversados, é um livrão! Quer dizer, é um livrinho em tamanho, mas é grandioso em seu propósito e por isso respeitamos ele a ponto de querer pegar um outro romance, que a Cosac lançou para nosso bel-prazer. Mas calma, não estou dizendo com isso que A Vida Privada das Árvores é objetivamente ruim, não. É um livro bacaninha, mas fraco se comparado à sua estreia literária. E a gente sabe que o sujeito tem é que crescer, e não decrescer de qualidade em sua carreira, por isso metemos o pau aqui, na esperança em que se tome jeito e que Zambra se torne um excelente escritor não-maneirista de si mesmo.

Vejamos aqui um pouco sobre o livro e do porque ele é “meh”. Julián é um sujeito feio que casa com Verónica, que já foi casada com Fernando, que é pai da menina Daniela, também filha de Verónica. Julián está cuidando de Daniela contando pra ela historietas que ele inventa, englobadas em um fabulário chamado A Vida Privada das Árvores, que são basicamente as piores histórias de dormir que alguém pode inventar. Duas árvores conversando entre si e falando sobre as vicissitudes de ser árvore. Fala sério, amigo, tu não entende nada de psicologia infantil, hein? Enfim, fato é que Julián se vira pra entreter a garota enquanto a mãe não chega. E o problema é que ela está demorando e o narrador aí já te coloca a questão: é possível que ela não volte mais até o final do livro. Agora, não me lembro muito bem se Zambra já tinha usado esse recurso em Bonsai, mas o fato é que em seu segundo romance ele todo o jogo psicológico que ele cria com o romance é por meio do narrador, que vai problematizando a narrativa de forma que, caso contrário, você nem perceberia. Francamente, não acho que isso seja dever do narrador. Acho que o escritor tem mesmo é que ser cabra bão e criar o clima para que você sinta qual é o problema, e não que tudo fique sendo entregado a você de bandeja. É claro, isso é um recurso válido ainda assim, e devo dizer que deixa a leitura mais fluída e interativa, mas eu sou um cara à moda antiga e gosto de certas coisas como elas são. Reacinha, né?

Alejandro zambraA partir daí, o livro suspende o momento presente e conta primeiro o passado de Julián e Verónica, e, posteriormente, o futuro hipotético de Daniela a partir da vontade de Julián de vê-la como adulta. Ou seja, o momento presente mesmo fica bem em segundo plano e no final, é indiferente se Verónica volta ou não porque não é disso que o livro trata. O livro trata da relação entre Julián e a enteada, e de como ele prepara um livro para que ela leia. O livro que Julián escreve, no caso, é justamente Bonsai, primeiro romance de Zambra, segundo a narrativa dá a entender. Então temos aí então a coisa do livro dentro do livro dentro do livro. A Vida Privada das Árvores é sobre um sujeito que cria um fabulário chamado A Vida Privada das Árvores e depois escreve Bonsai. Quer dizer, além do cara ser fã de plantinha, o que é bem esquisitão, ele ainda gosta de perambular nas ruínas circulares da literatura borgiana (porque obviamente não foi ele que inventou esse tipo de coisa), mas o fato dele repetir no segundo romance o que ele já havia feito em Bonsai faz de sua obra um caldo de falta de imaginação. Qualé, pô! Você consegue mais do que isso. Ainda tem aquela coisa das relações que se constroem, e depois de destroem, e os caminhos que se cruzam e descruzam, e tudo aquilo que a gente também já leu em Bonsai.

No fim das contas, A Vida Privada das Árvores podia ser bem melhor se de fato tivesse uma história mais consistente do que pequenos highlights biográficos de personagens que não são lá muito profundos. Então, sei lá, é um livro fraco, mas como ele tem só 92 páginas, dá pra ler ele durante um voo de uma hora entre Curitiba e Rio de Janeiro, como eu fiz, que você vai ter lido pelo menos alguém com menos de 40 anos. Mas tem que ler esse ano, hein?

Esse projeto gráfico da Cosacnaify segue os moldes do Bonsai em todos os detalhes, e tem até uma capa levemente mais bonita do que a outra, e sem a parada de você recortar o livrinho da capa como eles queriam que você fizesse com o primeiro romance dele, muito embora a ideia se aplique a esse aqui também. Fonte Arnhem, papel pólen e uma margem gigante, do tamanho de um campo de futebol de areia. Desconfortável de ler é que não é!

A Vida Privada das Árvores cumpre as seguintes modalidades do Desafio Livrada 2014:

8-      Um livro escrito por alguém com menos de 40 anos

Comentário final: 92 páginas em papel pólen soft. Ainda gosto de ti pra caramba, Zambra, mas vamos botar a cachola pra funcionar mais aí!

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Michel Laub – O Gato Diz Adeus

o-gato-diz-adeus-capaAh, os livros curtos! O paliativo dos críticos procrastinadores com metas a cumprir, sempre à mão e, graças à má vontade desse país pra ler as coisas, cada vez mais fácil de encontrar. Eis que estou aqui, enrolando-me com um livro há mais de um mês — algo imperdoável, sei bem eu, mas às vezes a vida é mais do que livros e pede atenção a outros assuntos, mas só às vezes — e chego ao fim de semana sem ter absolutamente o que resenhar. Minhas leituras do passado já estão num canto um tanto inacessível do meu cérebro, e temo comprometer o julgamento com algo que não esteja fresco em pelo menos dois meses. Mas aí vem esse O Gato diz Adeus, quarto romance do gaúcho Michel Laub, com suas 79 páginas, encarando-me num domingo à noite como quem diz “sério mesmo que você é preguiçoso a esse ponto?”. E eu provo pra esse safado que eu não sou, ora bolas. Aqui dentro bate um coração que anseia por mais atitude, e não posso continuar negando meu coração por muito mais tempo, porque uma hora ele cobra seu preço. Então cá estou com essa obra que talvez seja a mais curta já tratada nesse blog cujo nome evoca os grandes e volumosos clássicos capazes de injuriar uma fera ferida no corpo, na alma e no coração. E atenção, corja: tem spoiler.

O Gato Diz Adeus é um desses livros que você acha que entende até que descobre que não entende, se frustra, tenta voltar umas páginas, tenta nadar corrente acima ante o turbilhão de jogos metalinguísticos que o autor joga na sua cara, mas quando você vê, já está imerso em camadas e camadas de texto, tempos pretéritos mais-que-perfeitos, perfeitos, imperfeitos, complicados e perfeitinhos. A história é basicamente uma, que anda até o ponto em que você começa a lê-la, e depois anda de novo até o ponto em que o que você achava que era literatura despropositada é meta-literatura, escrita por um dos personagens. Pois bem, são três personagens, e cada um deles narra um pouquinho do livro. Um parágrafo ou mais, digamos: Sérgio, um escritor com mania de dominação e um pezinho no swing (não aquele swing que tem música, o swing de casa de swing), Márcia, a mulher coitadinha desse sujeito pintado em pinceladas grossas e esparsas como um ser asqueroso ao extremo, e Roberto, um professor universitário que se torna amante de Márcia depois que Sérgio arma o palco pra oferecer a mulher pra ele. E daí tem um gato, que Márcia oferece pro Sérgio numa tentativa de se reaproximar da vida dele uma vez que as coisas meio que acabam. Meio que acabam, esse período conturbado sem fronteiras definidas.

A história vai rodando assim, tipo um jogral: uma hora fala um, outra hora fala outro, e volta e meia alguém dá a entender que o que um disse foi ouvido ou lido pelos outros dois personagens, que comentam a mesma passagem, por assim dizer. No final do livro, Laub diz que o livro “deve algo”, em estrutura, temática e etc, à Caixa Preta, do Amós Oz, que também é um livro sobre separação e que também tem um personagem que é um escritor e é um escroto e que também tem taras sexuais variadas. Além desse, o Enquanto Agonizo, do Faulkner, e A Chave, do Tanizaki, esses dois sobre os quais nada sei porque não li e não cheguei perto ainda (difícil pra caramba achar A Chave, todos os bons escritores comentam esse livro, mas cadê na loja?). Mas enfim, só pra vocês saberem isso aí, porque achei honesto da parte do cara listar sua… hã… bibliografia inspiracional, e porque vai que vocês leram mais do que eu nisso aí e têm outras coisas a acrescentar, né? A Caixa Preta também é contada de forma epistolar e alternada. Ou esse seria o Meu Michel? Ou o Caro Michele, da Natalia Ginzburg? Gente, é muita coisa na cabeça do cidadão, me desculpem.

Michel Laub por Renato ParadaO mais legal do livro é uma personagem que aparece lá pelas bandas da segunda parte, intitulada “Um Grão, Uma Gota d’Água”, que é uma leitora do romance que o Sérgio escreveu, expondo sua história de devassidão e dominação. A mulher, uma estudante de letras na universidade onde o personagem dá aula, já vai esquentando os motores da crítica do livro, vai comentando as passagens e levanta os pontos altos do livro. E você pode pensar que o Laub talvez seja um desses caras realmente preocupados em fazer o leitor entender as minúcias da história, todas elas pensadas, talvez seja só uma brincadeira com esse fato, e talvez seja ainda a criação de um leitor ideal que dá suas pinceladas sobre a própria obra, mas aí a personagem vai aos poucos se sobrepondo à trama e se imbuindo de significado. Não vou dizer mais, mas sei que achei a parada bem inventiva, para o bem ou para o mal.

E no final, aquela pergunta que precisa ser respondida para as pessoas que vem aqui: Esse livro é sobre o quê? Bom, eu diria que é sobre isso: um cara devasso e cruel e o jogo que ele monta pros outros, e como cada um reage a tudo isso. É uma história de submissão, dominação, ciúmes, sentimentos complexos ligados ao voyeurismo e à troca de casais, tudo numa polifonia que, é preciso dizer, peca por não criar vozes próprias, diferentes umas das outras. Mas fora isso, é o que já comentei aqui, e quem gosta de corrida de fundo pode muito bem pegar esse livro num dia preguiçoso. E não precisa se incomodar em achar um marcador de páginas.

Essa capa modernética e neonzótica da Companhia das Letras me faz supor que o objetivo deles com o Laub é fazer uma parada completamente diferente da outra em cada um dos livros dele. Mas por dentro é aquele padrão: Electra em pólen bold pra ver se o livro para de pé com uma gramatura boa. Gosto de capas gráficas, elas dão uma certa aura de grandiosidade e de edição definitiva do livro, sem falar que parece que o cara não conseguiu traduzir em imagens a história, o que é sempre um ponto positivo pro autor.

Comentário final: 79 páginas em pólen bold. Faz machucadinho não, tio.

Alejandro Zambra – Bonsai

Sejam bem vindos, queridos leitores, a última resenha do mês do Livrada! Estou entrando em um recesso para dar umas bandas pela Europa. No próximo domingo eu estarei perdido pelas ruas de Lisboa e este será só o começo de um belo e merecido descanso, afinal, não é fácil ler um livro para vocês e dois livros para o meu trabalho toda semana, mas eu sou Brahmeiro! Quer dizer, eu não bebo nada alcoólico, mas ouvi dizer que isso é uma expressão para designar uma pessoa que mesmo fazendo algo imprestável e absurdo, não desiste de forçar a barra para as pessoas curtirem, como o Carlinhos Brown. Então, espero que compreendam, aproveitem esse tempo para, sei lá, aprenderem a fazer ikebana, ou, se estiverem com saudade do blog, ler alguns posts antigos – tenho certeza de que este blog ainda não foi desbravado em sua totalidade por vocês, tamanha sua extensão oceânica! Acredito que no dia 15 de julho estarei de volta. Se sentirem saudades, escrevam no bloglivrada@gmail.com.

Mas vamos mudar de assunto porque esse papo de despedida é chatão. Vamos falar de coisa boa, vamos falar da nova tekpix! Hohohohoho, mentira, vamos falar desse pequeno grande livro publicado pela Cosacnaify, o Bonsai. Então, logo logo julho tá aí, vai começar a FLIP, e como vocês sabem, eu sou de Paraty e quando vejo a cidade tomada por aquele povo, apenas uma música me vem na cabeça. E o pior de tudo é que enquanto neguinho vai estar se acotovelando para conseguir fungar no cangote do Le Clézio, passar a mão na bunda do Franzen e de outras estrelas da vez, um tal de Alejandro Zambra deve passar despercebido por, como Flavor Flav, não acreditar no hype. Pois este Alejandro Zambra, sujeito novo no auge de seus 30 e tantos, teve uma das melhores estreias literárias como romancista que alguém pode querer almejar hoje em dia. Foi este livro, que publicou em 2005, após publicar uns dois livros de poesia.

Falemos do interior, mas antes, deixe-me dizer algo sobre a extensão do livro, porque Bonsai é ridiculamente pequeno. É tão pequeno que se fosse um pênis, o autor só ia fazer xixi na cabine. Sério, é um desses livros que você lê numa sentada (“numa sentada”, longe de ter alguma conotação homoafetiva, é uma medida de tempo que só os bibliófilos entendem), pode pegar uma tarde preguiçosa, o recreio do colégio, pode ler na missa enquanto o padre fala, pode ler enquanto espera o ônibus que vai para o Cabral, pode ler enquanto assa uma pizza, enfim, é muito curto. E ainda assim, é muito complicado. Não complicado de ler, pelo contrário, é uma historinha singela e bonita que o cara fez aqui. O problema é a leitura mais densa do livro, que se faz por baixo de camadas e mais camadas de metatexto.

Bom, vamos lá, vejamos o que eu consigo me lembrar dele agora nesse estágio de torpor da madrugada. Bonsai conta a história de dois amantes, Julio e Emilia, dois estudantes de literatura que se conhecem, se amam, e leem livros enquanto se amam. Pra falar bem a verdade, eu estava com esse livro muito vivo na minha cabeça, mas agora estou lendo o livro novo do Eugenides e o universo é muito parecido, então temo dar uma de Pedro Camacho e começar a trocar as bolas. Perdoem-me por qualquer imprecisão, a cabeça desse velho não é mais a mesma.

De qualquer forma, rola que o casal curte ler uns livros entre uma bimbada e outra. E acontece de lerem um conto do Macedónio Fernandez chamado Tantalia, que é a história de um casal que compra uma plantinha para simbolizar o amor deles e logo percebem que se a tal da plantinha morresse eles iam ficar muito abalados, então colocam essa plantinha no meio de várias outras plantinhas para não saberem qual plantinha é qual e logo depois se arrependem de terem perdido a plantinha no meio das outras. Eu sei, eu sei, a gente se sente bem normal depois de testemunhar uma jaguarice dessas, mas veja que boa metáfora do que forçar a barra para zelar pelo amor. Enfim, reflitam sobre isso.

Fato é que esse episódio abala muito a vida do casal, eles terminam e a partir daí a história se desmembra em alguns raminhos, como de uma árvore pequena. É, como um bonsai, sabichão, mas não é por isso que o livro tem esse nome. Voltando: a mocinha sai de Santiago e vai morar na Espanha, antes dividia o apartamento com uma amiga gorda que casa com um gordo que dá em cima dela, enquanto isso o rapazote começa se tornar copista de um tal de Gazmuri, que escreve o livro na mão, e a partir disso ele começa a mudar o livro do cara a tal ponto de estar escrevendo sobre um bonsai e sobre a relação que tinha com Emilia. A escrever o conto de Macedónio Fernandez, enfim. Quer dizer: um cara escreveu um livro sobre um livro que um cara escreveu que foi lido por outro cara que reescreveu esse livro baseado na história desse livro que você está lendo. Holy macarroni.

Primeiro que é muito interessante saber que o Alejandro Zambra realmente curte fazer bonsai. Talvez tenha sido daí que ele pegou a técnica de podar o texto. Não podar para tirar as digressões, as palavras a mais como Dalton Trevisan (beijo, Dalton!) ou algo assim, mas no sentido de podar para colocar uma objetividade na narrativa não-linear de maneira que a seja possível obter uma única camada mais densa de leitura, e a partir dela, uma infinidade de interpretações que ficam por sua conta e risco. Mesmo assim, é muito fácil perder-se nessas interpretações e saber distinguir qual camada foi ele que construiu e quais foram você e sua cabecinha neurótica. O texto é lindo, é gostoso de ler, tem uma leve gagueira mental à lá Gertrude Stein, mas nada nem de longe irritante como ela. E nessa simplicidade, você mal consegue acreditar que há um gênio da linguagem te jogando para dentro de um labirinto circular de livros dentro de livros, mezzo Italo Calvino, mezzo Borges. Uma combinação explosiva, eu diria.

E é excelente que o Zambra faça isso em tão pouco espaço, é um daqueles livros que dá para ser discutido em clube do livro, sala de aula, o que for. É simples, prático, quem for burrinho não vai se sentir menosprezado porque é uma leitura tão democrática que todos conseguem apreciar um pouco, e nem pesa na bolsa. O poder de síntese hoje é facilmente confundido com preguiça, falta de obstinação, morte do grande romance, autorezinhos de bosta sem fôlego, mas não tenho dúvidas que nesse caso é puro talento. Aliás, acho que é uma coisa própria de quem faz poesia. O sujeito fica pensando muito em texturas e camadas que não desata a escrever catataus como os instintivos pouco intelectualizados (sem generalizar aqui). Ponto pro cara, acho que o fato dele vir é uma prova de que a FLIP não é só feita de rockstars afinal de contas. Ainda estão de olho em quem é bom independente de hype ou de momento. Boa, seu Zambra.

Esse projeto da Cosacnaify faz o livro parecer menor do que já é, com uma margem estratosfericamente grande e uma fonte miudinha, tipologia arnhem (alguém já ouviu falar dessa fonte?). O resto é aquela coisa da Cosacnaify, né? Designer que fica se coçando pra querer reinventar a roda e etc. Um livro lindinho como sempre, mas muitíssimo melhor no conteúdo.

Ah, sim, para quem estava esperando encontrar outra coisa aqui hoje: resolvi fazer o post dos autógrafos na volta. Por quê? Porque deu preguiça e tô pilhado com essa viagem, então vamos fazer com mais tempo. E se você ainda não mandou, pode mandar seus autógrafos favoritos para bloglivrada@gmail.com, contando a historinha de como ganhou ele do seu escritor ÍDOLO. Aproveite, gente!

Comentário final: 96 páginas pólen soft. Nem deixa marca!