#lendosvejk – Final

Finalmente, chegamos a quarta e última parte deste livro inacabado e maravilhoso. Não sei o que dizer, só sentir. Mentira, sei sim, disse tudo no vídeo aí embaixo.

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Vídeo: O Véu Erguido, de George Eliot

Essa semana o Livrada! está de aniversário, mas é mais pro fim da semana, então vamos continuar com a programação normal e fingir que a gente nem tá ansioso pra completar mais um ano de existência. Bom, o que temos hoje? Uma novela para o Desafio Livrada! 2016. George Eliot é o nome de pluma da escritora britânica Mary Anne Evans, e nessa novela ela resolveu explorar, de uma maneira não muito bem-sucedida, o gênero de terror médico em voga na Grã-Bretanha de sua época. Assistam aí e opinem.

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Vídeo: O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams

Aqui vai um vídeo sobre um livro que todo mundo já leu, então todo mundo pode comentar. Eu devo ter sido a última pessoa da face da terra a ler O Guia do Mochileiro das Galáxias, mas antes tarde do que mais tarde. Em resumo: o livro é bem divertido e uma ótima crítica a várias questões da nossa vã modernidade. Mas não é só porque eu dei esse resumo que você não vai assistir, né?

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Ernst Jünger – Nos Penhascos de Mármore (Auf den Marmorklippen)

Auf den MarmorklippenTem livros que são tão sinistros que poucas pessoas conhecem, menos pessoas ainda o leem e menos ainda tem a audácia de comentar. Como a gente é enxerido e cara de pau, jackpot! Assim é Nos Penhascos de Mármore – um título bem gay pra se dar a um livro, segundo um amigo gay que eu tenho, principalmente na tradução anterior, Sobre as Falésias de Mármore – do Ernst Jünger. O melhor adjetivo pra descrever o Jünger é: alemão. O cara é muito alemão, galera. E como Nos Penhascos de Mármore é uma obra alegórico-simbólica, é preciso entender certos aspectos do autor e de sua época para entender porque ele escreveu o que escreveu. Vamos falar desse alemão então.

Jünger foi capitão durante a Primeira Guerra Mundial e foi condecorado duas vezes com a cruz de ferro e outra vez com uma medalha ao mérito que, olha, não é pra qualquer um. De modo que é um sujeito rigoroso e militarista. Inclusive ele defendeu o caráter ontológico da guerra em alguns ensaios que escreveu. A guerra, pra ele, está dentro de nós, é uma parada de que o bicho hômi simplesmente precisa como alavanca da civilização. Ele é, basicamente aquele seu bisavô maluco que acha que a gente tem que entrar em guerra com alguém e que seria muito bem amigo do Tarás Bulba. Mas também é um sujeito muito sensível, e tem uma formação naturalista, de modo que observa muito a natureza e gosta de catalogar tudo que encontra, tendo viajado ao Brasil em 1936 e se encantado com o Pará e com o Instituto Butatã em São Paulo. Conforme o regime nazista ia ganhando forma e força, Jünger foi se irritando com os excessos e as atrocidades da SA e da SS, de modo que escreveu Nos Penhascos de Mármore como uma alegoria contra forças totalitárias em geral, mas certamente motivado pelo nazismo. O Goebbles ficou putíssimo com a publicação e queria sair na porrada, mas o Hitler como gostava dele enquanto militar, deixou a publicação passar sem represálias, embora o livro tenha ficado sem comentário crítico por razões óbvias.

Mas bom, de que fala, afinal, Nos Penhascos de Mármore? Bom, o livro, que se passa em um universo fictício, é narrado por um narrador sem nome, que se recorda de uma época em que passou em um retiro em Marina Grande, um lugar que na alegoria é o lugar-tudo-de-bom do universo. Ele e o irmão Otho, que é o irmão dele, ficam lá de bouas num eremitério bebendo e rindo e tudo mais, até que a ordem de sua vida começa a ser arruinada quando uns arruaceiros caçadores do bando de um tal monteiro-mor – uma alusão às forças nazistas e seus líderes, respectivamente – que transitam pela região começam a causar. E por causar eu digo matar uns pobres coitados. É bom que se diga que o universo do livro está separado em principalmente três regiões: Marina Grande, que é o lugar massa, que fica pra cá dos penhascos de mármore. Depois, a Campanha, que é tipo um lugar intermediário, patriarcal e de pastoreio, e a Mauritânia (que não é a Mauritânia de verdade), onde o bicho pega mesmo, onde mora o monteiro-mor, tirano da história, inimigo da civilização. É contra ele que o narrador e irmão Otho acabam lutando, numa alegoria do embate entre civilização e barbárie, mesmo esta camuflada de ordem e progresso. Mais do que isso são detalhes, acho eu, e detalhes estão na leitura.

Ai como eu to bandida

Ai como eu to bandida

A narrativa de Nos Penhascos de Mármore é relativamente curta – 176 páginas de história, mais a brilhante apresentação de ninguém menos que Antonio Candido (e se o Antonio Candido apresenta uma parada, você pode se segurar no corrimão que o chão vai tremer, o tempo vai fechar, os lisos vão correr e as cocotas rebolar) e o posfácio igualmente informativo do tradutor Tercio Redondo, que olha, se esmerou, viu. Mas a história mesmo é ainda mais curta do que isso, porque boa parte do livro é descrição das coisas, dos lugares e das pessoas. Com esse lance de naturalismo e atenção à natureza – hobby partilhado pelo narrador e seu irmão Otho (que segundo o tradutor, são alusões diretas ao próprio autor e seu irmão), Jünger se mostra um esteta de primeira e um parnasiano alemão como poucos. O Candido fala na apresentação que pra ele, naquele momento, a escrita em si era a expressão máxima da beleza artística e que pra fazer valer a literatura, o estilo tinha que ser milimétrico, com escolhas exatas de palavras e tudo mais. De modo Nos Penhascos de Mármore é antes de tudo a construção estética da escrita e a descrição detalhada do universo criado pelo autor, o que pode deixar a coisa bem chata lá pela página cem, mas se você não tá acostumado com um pouco de lirismo na sua vida, corra desse livro porque você não vai conseguir passar da página dez. No mais, a história em si é até bonita pela aparente placidez do personagem, que é levado à guerra por um instinto de sobrevivência e luta muito bem, mas antes de tudo por um sentido inerente de nobreza, que é um troço meio nazista se você parar pra pensar, mas que tudo bem, porque o cara é bom de briga e briga, teoricamente, do lado do bem. Tipo aqueles filmes de ação em que mexem com o cara errado e os bandidos se dão muito mal por causa disso e você gosta muito do protagonista. É, tipo isso.

Esse livro faz parte da Coleção Prosa do Mundo da Cosac e eu comprei ele numa dessas promoções de 50% de desconto da editora no ano passado, porque só assim na minha atual situação econômica. Ele tem uma capa paperback por cima da capa dura cinza e sem graça só com as iniciais do moço na frente em azul. Além dos nomes que agregam valor à obra (e aqui vamos parabenizar de novo o Redondo pelo trabalho excelente e provavelmente exaustivo), o livro tem papel chamois fine, que é o pólen soft ainda mais glamoroso e fonte Bembo, da qual nunca vi nem comi eu só leio e ouço falar.

Comentário final: 197 páginas em papel chamois fine e capa dura. Arrebenta os totalitarismos pra lá do penhasco de mármore!

Moacyr Scliar – A mulher que escreveu a bíblia

Como vocês puderam ver, não publiquei niente na quarta-feira, e por uma boa razão: atolado de coisas para fazer. Que lhes interesse, escrevi uma matéria gigaaaante para a Gazeta sobre George Orwell, o mágico do romance panfletário, o rei da metáfora animal, o Gerson King Combo da…bom, já deu pra entender. Que não lhes interesse, eu e minha gloriosa banda Sua bunda fizemos um triunfante show no Blues Velvet bar na quarta-feira e a multidão foi à loucura. Sendo assim, de qualquer forma, parafraseando o título de um outro livro, os dias estavam completamente lotados. E, para citar Marcelo D2, “tá ruim pra você, também tá ruim pra mim, tá ruim pra todo mundo, o jogo é assim”. Alright, chega de citações. Vamos à homenagem.

Moacyr Scliar se foi, minha gente, provando que esse papo de imortal é, na verdade, fruto da imaginação de velhos loucos que têm amigos como Paulo Coelho e Ivo Pitanguy, místicos da alma e da carne. Ainda assim, Scliar era um dos poucos nomes que prestavam dentre os almofadinhas da ABL. Cito mais alguns: João Ubaldo, Ana Maria Machado, Nejar, Lygia Telles e sua chapa Nélida Piñon, Ledo Ivo (“b-ab-aaaaaaaaaca”, dizia ele na entrevista ao Globo News, hilário) e, em menor grau, Cony, o Van Damme entre Schwarzeneggers. Agora, esses os corvos: nem bem o Scliar esfriou e já elegeram um cara pra ficar na cadeira dele, o Marco Lucchesi. Um poeta! Um poeta! Pois eu discordo! Acho que a cadeira do Moacyr Scliar devia ser dada a um escritor frenético como ele. Um cara que lance cinco livros por ano, no mínimo! Brincadeiras à parte, eu quero um dia fazer parte da ABL pra ganhar 15 mil por mês + vida eterna + gato NET + duas mariolas por dia + roupa de Power ranger. E quem não quer? Esse país tem que tirar os escritores da miséria, minha gente. Tira o Paulo Coelho de lá, ele já é rico por seus próprios méritos! Coloque um cara bom, mas marginalizado tipo, sei lá, Marçal Aquino.

Bom, pra homenagear o Scliar, esse grande escritor gaúcho, resolvi resenhar o único livro que já li dele em toda minha vida. E ainda assim fiquei com o pé atrás, porque li emprestado da minha mãe e li em apenas um dia. E isso foi há uns dois anos. Ou seja, tô sem o livro, minha memória já não é mais a mesma, mas enfim, todo jornalista se mete a falar sobre o que não sabe pelo menos uma vez na vida. Se você é jornalista e só fala sobre o que sabe, ou você é chefe, ou você é frila, ou você é desempregado.

A mulher que escreveu a bíblia é um desses livros em que você lê numa sentada, sem nenhuma conotação homossexual aí (aliás, amigos homossexuais, tenho um filme homossexual aqui em casa que estou disposto a passar adiante, quem tiver interesse, contacte. E chega de usar a palavra homossexual que isso é coisa de boiola). É curto, tem punch, tem humor, tem sacanagem, tem contexto histórico, só faltava mesmo ter alienígenas, porrada e perseguição de carro para ser o livro perfeito. A história fala de uma mulher que, fazendo regressão, descobre que, em uma vida passada, foi a única esposa do Rei Salomão que sabia ler e escrever. O que justificava, porque ela era feia pra diabo. Salomão era como um desses pitboys que pegam vinte loiras peitudas pra depois pegar uma gordinha fã de Harry Potter que faz engenharia no CEFET e dizer que também valoriza a beleza interior. Enfim, tendo essa vantagem sobre as loiras peitudas, tem sua existência escalada pela máfia chinesa, quer dizer, pelo Salomão, pra coordenar um bando de escribas mais enrolados que sexo de cobra que estão escrevendo a história da humanidade, desde que o mundo é mundo. E assim ela começa, escrevendo o antigo testamento, enquanto narra sua história de mulher feia e mal-amada.

É bom dizer que essa história de mulher escrevendo a bíblia é uma tese do Harold Bloom, ó, Harold Bloom, velhus decreptus da crítica literária, aquele que tudo sabe e tudo lê, e que a ninguém come. Ele, no livro The Book of J., jogou uma ideia de que a primeira versão da bíblia teria sido escrita por uma mulher. Mas isso é óbvio pô. Olha só as coisas que tem lá: cobra falante, gente feita de costela, o assassino é o Coronel Caim, na biblioteca, com uma pedra mixuruca, enfim, fruto de uma imaginação muito fértil. O mesmo tipo de imaginação que se põe a conjecturar seus whereabouts quando você chega em casa meia noite e cinco ao invés de meia noite. Enfim, desse verde aí que o Bloom jogou, Scliar fez um livrinho mais hilariante do que gás hilariante (que não é tão hilariante assim, ao contrário do que o nome pode supor), e leve, muito leve. Ler a mulher que escreveu a bíblia é o equivalente a alugar um filme do Simon Pegg na locadora porque você já tá de saco cheio de ver Bergmans e Tarkovskys. Vale a pena também pelas sacadinhas que ele mete no meio, tendo em vista o contexto histórico da parada. Uma pena que não me lembro de nenhum agora pra exemplificar. Jornalismo verdade é isso. Eu não minto pra vocês e vocês não mentem pra mim.

Sobre o projeto gráfico, nada tenho a dizer. Já disse, tô sem o livro na mão aqui. Mas a capa reproduz um desenho típico da época, em que ninguém sabia desenhar. Eu seria uma espécie de Michelangelo nessa época. E com meu físico, seria mister universo. Nasci na época errada mesmo… Bom, não foi tanto uma resenha hoje, mais para não deixar a morte do Scliar passar em branco. Descanse em paz, nobre escritor.

Ah sim, esse livro ganhou o prêmio Jabuti em 2000, na época em que o Jabuti premiava bons escritores, e não ficava fazendo média com ninguém.

Comentário final: Você já comeu uma carne assada com uma cenoura no meio? Estranho, muito estranho…

 

Anthony Burgess – Laranja Mecânica (A Clockwork Orange)

A Clockwork OrangeEis que, hoje pela manhã, estava eu conversando com alguns colegas que fazem também fazem aula de alemão, justamente sobre o filme Laranja Mecânica, que um deles assistira a pouco. Eis que nosso leitor e interlocutor Lucas acrescenta à conversa sua impressão de que o livro não era tão bom. Ora, licença para discordar, Laranja Mecânica em papel pode não ter lá os superlativos aplicados por Stanley Kubrick (muito menos aquela cena de assassinato com um long dong gigantesco), mas Anthony Burgess fez um livro de primeiríssima. E vou dizer o porquê.

Caso você nunca tenha tentado se passar por descolado, nunca tenha tentado ser diferente, nunca prestou atenção nas recomendações que dão pra você todo dia, nunca leu livro de adolescente ou nunca assistiu a um filme que foi feito antes de você nascer, Laranja Mecânica é a história de uma gangue inglesa em uma sociedade futurista e distópica. Os membros da gangue são jovens delinquentes que gastam o fim de suas adolescências roubando, saqueando e estuprando. A história tem uma reviravolta quando o líder da gangue, Alex, que vinha enfrentando problemas de autoridade perante seus comparsas, ganha um sal dos gambé e passa aí um tempo ausente, vivendo com a bunda encostada na parede.

Eis que ele integra um programa de redução penal que consiste numa lavagem cerebral (acho que chamava “Método Ali Kamel”, mas agora não tenho certeza) no qual ele é obrigado a ficar vendo várias apresentações de Power Point com fotos de bebês rezando e filhotes de golden retriever, e ouvindo os maiores sucessos de seu ídolo-mor: Cid Guerreiro. Enquanto as imagens passam e “Ilariê” e “Tindolelê” tocam no talo, algo acontece na cabecinha do sujeito. (tá, esse parágrafo é zoado inteiro, mas, pelamordedeus, se você não conhece a história, larga o Pokemon por um tempo)

Alex então é reintegrado à sociedade, mais frouxo que manga de bruxo. Incapaz de esmagar uma mosquinha, de dar uma sapecada nas cachorra, e de roubar um cone de estrada sequer (aliás, roubar cone é uma das únicas modalidades de roubo socialmente aceitas, pensem nisso), o sujeito vira paçoca na mão dos que já queriam ver sua caveira há algum tempo. Gente, isso aqui tem mais spoiler do que tunning de Zé ruela.

Bom, Burgess escreveu essa história após sua esposa ser estuprada por uma gangue de jovens, em atitudes muito parecidas com a do livro. Impossível não tomar isso como trauma, ainda mais para a pobrezinha. Acho que nessa época estuprador ainda não tomava soco toda hora, ajoelhava e beijava os pés e depois sangrava até morrer na rua dez, como diriam os Racionais. Incrível mesmo, entretanto, é a maneira como o escritor tentou espurgar esse demônio de sua vida e da vida da esposa: criando um protagonista ladrão e estuprador que cativa o público e que rende fantasias nada originais em qualquer baile de máscaras moderno. Sério, vocês já foram a alguma festa a fantasia em que não tinha ninguém vestido de “Laranja Mecânica”?  Alex come sim o pão que o capiroto amassou, mas tem sua redenção e sua sacudida de poeira e volta por cima, algo que qualquer vítima mais ressentida que romantizasse seu trauma desconsideraria sem pestanejar, mesmo porque há um consenso que prega que livro bom é livro triste (não sei daonde, mas não vamos discutir isso agora, ok?).

Anthony BurgessO autor também criou uma série de neologismos, que são usados como gíria pelos membros da gangue: o famigerado vocabulário Nadsat, surgido a partir de palavras essencialmente russas. É engraçadão quando você começa a aprender russo e acha que está falando essencialmente gírias do Laranja Mecânica. Recomendo, maltchicks e dievotchkas. O glossário com as palavras fica no final do livro, e são dezenas. Ora, o cabôco que cria mais de cinquenta palavras para um livro já está no nível linguístico de um Mia Couto, de um Guimarães Rosa, de um Baudolino (opa, esse não). Palmas, que ele merece.

Quanto à comparação do enredo do filme e do livro, devo dizer que o livro é muito mais, digamos, “adulto” do que o filme, por ir além e retratar alguns anos à frente de onde a história cinematográfica de Alex termina, e por ter muito menos elementos de humor, o que, (que Deus me perdoe por isso que vou dizer agora) Kubrick não deveria ter explorado, por suavizar demais uma história tão pesada. Ainda assim, o filme tem os seus méritos, por explicitar leituras muito mais escondidinhas entre as linhas de Burgess e por criar um visual marcante que há de permanecer no inconsciente coletivo até o dia em que UM BURACO NEGRO MATAR TODO MUNDO!!! (ando muito impressionado com isso).

O livro foi lançado pela editora Aleph, que é um pouco desconhecida, mas muito caprichosa. Ao que parece, eles são especializados em Ficção Científica (gênero do livro) e lançam livros lindos do Isaac Asimov que valem a pena serem lidos e comprados. O projeto gráfico deste Laranja Mecânica é bem chique. Fonte Century 731 BT – Roman em papel pólen soft, com uma capa esquisitona e um cabeço chique que simula uma tipografia de máquina de escrever que tá boa pra ir pro lixo. A tradução é de um sujeito homem chamado Fábio Fernandes, que assina o prefácio e uma nota sobre a tradução brasileira, ambas muito elucidativas e bem-vindas para o entendimento da linguagem usada por Burgess (conforme adentramos na leitura, as gírias nadsat começam a passarem batidas por nossos olhos). Enfim, vale a pena a leitura e espero que este comentário tenha deixado os senhores mais dispostos a encará-la.

Comentário final: 199 páginas em pólen soft. Um tolchok de literatura na sua cara!