Hábitos de Leitura 5 – Autógrafos

O autógrafo, uma assinaturinha mixuruca carregada de prepotência para quem dá e de valor sentimental para quem recebe, ou não? Os autógrafos, na área de literatura, pelo menos, não são apenas uma conquista isolada para o leitor, mas o sustentáculo de uma indústria que prosperou nos últimos oito ou dez anos.

Isso porque acabou a timidez pra pedir autógrafo. Para um ator, um músico ou, sei lá, um artista plástico (será que alguém pede autógrafo para artista plástico?), o autógrafo é um incômodo, um gesto a que a celebridade em questão precisa dedicar um tempo com que contava para fazer outras coisas. Dando um exemplo prático: no ano passado, estava eu e um amigo no supermercado quando entramos no mesmo corredor de refrigerantes em que estava o Anderson Silva. A gente não é muito afoito com essas paradas de gente famosa, então só achamos o fato inusitado e continuamos nossas compras. Mas eis que chega um sujeito esbaforido e fala: “poxa, Spider, posso tirar uma foto com você?”. E ele, acompanhado de um rapazinho de cabelo black power, respondeu com uma voz muito fininha: “cara, me desculpa, estou fazendo compras com meu filho. Dá licença, tá?”. Eu não consigo imaginar o inferno que deva ser o cotidiano do Anderson Silva. O maior lutador de UFC do mundo não consegue mais sair na rua sem ser assediado por esse tipo de coisa. Tô quase começando a fazer um protesto no facebook chamado “Deixem o Anderson Silva em paz”.

Mas no caso da literatura tudo é diferente. O escritor se encontra à disposição exatamente para isso, e se apropria de uma prática milenar — a da dedicatória — para rabiscar seus livros carinhosamente para outras pessoas. E o papel já está ali, olha só! Tudo é facilitado no autógrafo literário, de maneira que as pessoas começaram a colecionar as letras de punho do escritor como quem antes tinha um caderninho para essa finalidade.

Então, como o Livrada! é esse grupo legal de troca de experiências literárias, resolvi pedir para os leitores que me mandassem seus autógrafos favoritos, e, resumindo a história, vou colocá-los aqui:

sobota

O Sobota, que ganhou nossa promoção do Bolão do Nobel, mandou esse autógrafo do Walter Hugo Mãe, que pegou na Flip. Não tô aqui pra ficar decifrando garrancho de escritor metido a médico, mas acho que diz algo como “ao Guilherme, como a abrigo, q me vina de devolver o Janiso”, ou Caniço, ou Janeiro, ou Sorriso, sei lá. Enfim, pra ele vale. Ele mandou também um autógrafo do Joca Reiners Terron, do livro Curva de Rio Sujo. Esse Sobota, um caçador de autógrafos destemido!

Sobota

Já o nosso leitor Raphael Pousa, também ganhador de nossa primeira promoção do blog, mandou sua remessa também. Esse aqui, por exemplo é da Inês Pedrosa:

“Para Raphael (que tem nome de anjo)” Sei não, isso na minha terra é xaveco, hein?

O Pousa também foi lá bater um papo com o Hugo Mãe. Diz lá “Ao Raphael Pousa, com o afrijo anjo leste origami (?) de Prowing…” quer saber, mano? Desisto de tentar ler autógrafo desse senhor, que chateação, sô!

A Sónia, nossa leitora lá de Portugal, adivinha? Também mandou autógrafo do Valter Hugo Mãe! Gente, nem se a gente tivesse combinado ia dar tão certo, hein? Já disse, não vou tentar adivinhar o que diz o garrancho. Como se não bastasse um, a Sónia mandou DOIS livros autografados pelo Mãe. Mas é uma mãezona esse Mãe, autografando o livro de geral, hein?

Agora, a nossa leitora Amanda, que é fãzona do Marcelo Rubens Paiva, mandou um autógrafo e uma foto que tirou com o tio. Diz a moça que queria se casar com ele e o pediu em casamento em plena Feira do Livro de Ribeirão Preto em 2008, e ele negou. Tá muito gostosão esse Marcelo Rubens Paiva mesmo, esnobando as novinhas…

Não quer cassar, mas manda beijo, né?

Nossa leitora Lívia Stumpf tirou uma onda com esse autógrafo do Eduardo Galeano que ela conseguiu em Porto Alegre, pelos idos de 2007 ou 2008. Conta ela: “Sou apaixonada por ele e quando fiquei sabendo que ele viria para uma das edições do “Conversas com o Professor” em Porto Alegre (acho que foi 2007 ou 2008), não tive dúvidas e fui mofar na fila! Não só vi esse uruguaio lindo falando e contando suas histórias envolventes, como também encarei mais uma fila pra garantir seu autógrafo! Foi na época do lançamento do livro Espelhos e seria esse que ele iria autografar. Tinha o Espelhos na minha bolsa, mas secretamente trazia o Veias Abertas da América Latina, planejando o grande golpe! Para o Galeano não cansar muito e conseguir atender todo mundo, ele só assinaria um livro, que no caso seria o Espelhos. Ignorei totalmente essa recomendação e, quando chegou minha vez, saquei minha edição de 1978 do Veias Abertas sem nenhum pudor! Ele me olhou um pouco surpreso, mas logo em seguida abriu um largo sorriso e autografou com uma risada.”

Por último, a senhora Eloísa Helena (não confundir com AQUELA Eloísa Helena), tirou uma onda forte também com uma assinatura do Luiz Carlos Prestes (!!)  no livro O Cavaleiro da Esperança, do Jorge Amado, sobre o cabra. Contou ela por e-mail:

“Ele fez uma palestra numa Faculdade de São Gonçalo: UERJ. Ele  me pareceu uma pessoa que não gostava de ser fazer de vítima. Disse que o que fizeram com ele, os comunistas tb fariam com um prisioneiro opositor ao regime. Estava apoiando os candidatos do PDT, creio que por ser o que de melhor via para o Brasil no momento Foi uma noite que jamais esquecerei.Ele era uma figura fisicamente frágil, o peso dos anos se fazia sentir, mas seu olhar era forte! sua palavras eram seguras.

 Lembro-me que na época eu me filiara ao PDT. Brizola havia feito muito pelos professores. E agora iríamos  eleger um candidato à prefeitura do mesmo partido: Ezequiel. Mas , ele  foi uma  decepção ,segundo alguns.
No fim da noite, fui até a mesa e todo orgulhosa , pedi-lhe o autógrafo, depois de apertar, emocionada, sua mão e dizer-lhe o quanto me orgulhava dele, de sua luta. O livro fala da vida dePrestes, da Coluna Prestes e foi escrito por Jorge Amado. Ele era uma figura fisicamente frágil, o peso dos  anos  se fazia sentir, mas seu olhar era forte!”

E agora seguem alguns meus. Não, não vou colocar meu autógrafo da máquina de fazer espanhóis, chega de VHM. Mas seguem aqui alguns simpáticos:

alberto manguel

O Alberto Manguel me dedicou o livro O Amante Detalhista chamando-me de o Jornalista Detalhista, após uma entrevista em Passo Fundo, no ano passado. Simpaticão.

O Mutarelli, outro queridão nosso, fez esse desenho depois que mediei o lançamento do livro Quando Meu Pai se Encontrou com o ET Fazia um Dia Quente, na Itiban Comic Shop.

Meu scanner sacanner não pegou muito bem esse autógrafo do Cristóvão Tezza, da época em que ele era meu professor de redação, mas gosto dele por razões.

O último autógrafo que peguei foi esse do Mia Couto, quando entrevistei ele no começo desse mês. Foi legal.

Fora isso, sugiro que vocês leiam minhas peripécias para pegar um autógrafo do Jô Soares aqui.

É isso, galera, espero que tenham gostado!

Dois anos!

É, galera, dia oito de abril entrou para a seleta lista de datas comemorativas na minha vida por causa desse singelo blog que há dois anos lancei sem muita pretensão, mal imaginando o sucesso que seria. Como sempre, fico meio emotivo pra escrever essas paradas, porque ganhei leitores e amigos, conheci gente do Brasil inteiro e do além-mar inclusive, dos caros irmãos portugueses que encontraram nesse mal diagramado espaço uma fonte para saciar sua curiosidade sobre títulos de literatura nacional, fui indicado a prêmios (embora não tenha ganhado nenhum), ganhei dinheiro, ganhei livros, ganhei fãs, ganhei críticas, ganhei inimigos, ganhei estágios, ganhei propostas de trabalho, enfim, ganhei o prazer de escrever sobre uma das coisas que mais gosto e ser lido, algo de que pouca gente pode se orgulhar. Nesses dois anos, nos quais primeiro publiquei resenhas diárias, depois semanais, depois duas vezes na semana e por último quinzenais, comentei cerca de 130 livros do que considero alta literatura, falei sobre hábitos de leitura e mesmo comentei algumas notícias, como a morte de Saramago e a vitória de Vargas Llosa.

E, sabe quando uma loja de eletrodomésticos faz aniversário e algum publicitário gênio inventa de falar “o aniversário é nosso, mas quem ganha o presente é você”? Então, aqui no Livrada! é mais ou menos isso, só que ao contrário. No aniversário do blog, quem ganha o presente é o blog, ora bolas! E o presente que esse blog precisava era mesmo alguma boa alma que se proponha a repaginar esse layout fédido e criar uma logomarca decente, mas isso não posso pedir porque não tenho dinheiro para pagar (se alguém quiser mandar esse depoimento triste para o Luciano Huck, eu me disponho a ir lá chorar de emoção num quadro estilo Lata Velha que reforma blogs). Então queria pedir algo que é simples, grátis e que todos podem colaborar: no dia de hoje, que é páscoa, eu sei, mas no dia de hoje e também durante essa semana, divulguem o Livrada! Convidem seus amigos a curtirem a página no Facebook, tuíte sobre ele no seu twitter, pendure uma folha de caderno com a url dele no mural da sua faculdade, fofoque sobre ele no seu grupo de oração, peça para a Sandra Annenberg falar dele no Jornal Hoje, enfim, seja gentil com o Livrada!, que sempre esteve aqui para entretê-los e, de certa maneira, aculturá-los sem nunca pedir nada em troca, que tal? O que ganhamos com isso? Mais leitores, mais amigos, mais inimigos, mais tudo! Se sobrar tempo, depois de fazer o Kony famoso, vamos fazer o mesmo com o Livrada! em 2012, só que sem a parte de caçar e matar ninguém, hein?

É isso, meus camaradas, agradeço mais uma vez a todos vocês que leem, assinam, acompanham ou só passam de vez em quando por aqui. Fiquem bem e em paz!

E o convite ainda está de pé! Mande seu autógrafo favorito para bloglivrada@gmail.com e compartilharemos histórias!

Hábitos de Leitura 4 – Catalogação

Feliz 2012, povão! Bem sei que nem todo mundo teve a oportunidade de passar o revéillon num ambiente tão distinto quanto a casa de Patrícia Abravanel, que teve além da minha presença, convidados ilustres como Boris Casoy, Walter Mercado, Bárbara Paz e Sander do Twister, para citar alguns, mas mesmo assim espero que todos tenham entrado neste ano com a vitalidade necessária para fazer dele um ano strondástico. De minha parte, a resolução de ano novo consiste em retomar minha carreira de fisioculturista, que deixei em segundo plano quando comecei a trabalhar como jornalista e leitor inveterado.

E tenho novidades para vocês! A primeira é que recebi o contato do pessoal simpático das editoras Dublinense e Não Editora, que se dispôs a mandar material literário para abastecer esse blog com o bom suco da literatura gauchesca (diria nacional, mas se eu falar que o RS faz parte do Brasil os gaudérios se estranham comigo). A segunda é que recebi o contato igualmente simpático da Sharon, do Quitandinha, que fez uma postagem sobre o Livrada! na sessão Blog de Quinta, que sai às quintas-feiras no site. Leiam lá!

E vamos ao texto de hoje, pelo qual espero muito não ser julgado, embora creia que seja tarde para isso. É a catalogação das leituras, algo muito nerd de se fazer e cuja utilidade descobriremos num futuro incerto, que pode ser remoto ou não.

Comecei a ler de maneira mais compulsiva quando me mudei pra Curitiba. Morava em um quarto sem televisão, sem internet, com nada além de meu violão e meu computador com GTA Vice City instalado. Sem conhecer ninguém na cidade, descobri ali perto da minha casa uma livraria e comecei a pedir dinheiro para livros. Fui lendo os que eu comprava e os que a minha mãe mandava pelo correio (geralmente Bukowski). Ela, que é leitora inveterada, recomendou que eu fosse anotando os livros que lesse, porque iria chegar um dia em que eu não me lembraria de todos — o que, particularmente, é um pesadelo: abrir um livro e lá pela página 50, falar: “eu acho que já li isso…”. Então comecei com uma listinha. E tenho ela aqui até hoje! Ei-la:

1- Trainspotting – Irwing Welsh
2- Cabeça de Porco – Vários
3- O Gosto da Guerra – José Hamilton Ribeiro
4- O Silêncio da Chuva – Luis Alfredo Garcia Roza
5- Achados e Perdidos – Luis Alfredo Garcia Roza
6- Vento Sudoeste – Luis Alfredo Garcia Roza
7- Uma Janela para Copacabana – Luis Alfredo Garcia Roza
8- Perseguido – Luis Alfredo Garcia Roza
9- O Apanhador no Campo de Centeio – JD Salinger
10- Cão come Cão – Edward Bunker
11- Nem os Mais Ferozes – Edward Bunker
12- Educação de um Bandido – Edward Bunker
13- Espere a Primavera, Bandini – John Fante
14- A Estrada para Los Angeles – John Fante
15- Pergunte ao Pó – John Fante
16- Sonhos de Bunker Hill – John Fante
17- Cem Anos de Solidão – Gabriel García Marquez
18- Memórias de Minhas Putas Tristes – Gabriel García Marquez
19- Doze – Nick McDonnel
20- Homem que é Homem Não Dança – Norman Mailer
21- A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera
22- Batidão – Silvio Essinger
23- Feliz Ano Velho – Marcelo Rubens Paiva
24- Bala na Agulha – Marcelo Rubens Paiva
25- De Profundis – Oscar Wilde
26- O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde
27- Muitas Vozes – Ferreira Gullar
28- A Revolução dos Bichos – George Orwell
29- Leão de Chácara – João Antonio
30- Minutos de Estupidez
31- Filosofia para Principiantes
32- Filosofia de Banheiro

Muita coisa inútil e uma certa vontade por devorar obras completas, alright. Conforme fui ficando mais interessado na coisa, aprimorei meus métodos e comecei a dar cotações para os livros e, em 2009, descobri o Skoob, um lugar para controlar a leitura melhor do que ninguém, embora ele tenha também sua função de orkut de bibliófilos.

Mas nada é tão trivial que não se possa complicar com nuances e metodismos. Comecei a fichar minhas leituras então num caderninho especialmente para tal chamado Moleskine Book Journal. A página pré-diagramada te dá espaço para colocar citações, opinião, além da ficha técnica básica do livro. Cheguei a isso:

Essa é, arrisco dizer, a maior manifestação a que meu lado virginiano já se dignou. Obviamente não fiquei só nisso e comecei umas viadagens desse tipo:

É miguxice? É. Mas penso sempre que antes ter um livrinho de fichamentos meio afrescalhado do que ser um desses tiozões que fazem coleção de latinha de cerveja.

Agora, lhes digo: o fichamento ajudou-me em vários sentidos a controlar minhas leituras anuais, minhas opiniões sobre autores (o Amyr Klink, a quem dei cotação máxima no caderninho, perdeu todo o respeito que eu tinha por ele depois de ser maltratado por balela numa entrevista, em 2010), para guardar as citações que eu achava interessante sem riscar meus livros e para saber a época precisa em que os li. De maneira que hoje, quando termino um livro, anoto-o na lista, adiciono ao skoob e faço o fichamento no book journal. É um empenho, mas tenho empenhos maiores na minha vida, e esse blog que beira dois anos é um deles.

E agora jogo a bola para vocês, caríssimos. Fazem alguma coisa nesse sentido ou é apenas viagem da minha cabeça? Vamos, eu não posso ser o único anormal desse recinto!

Desafio Livrada – Reta Final

E aí, meus bons. Como vocês estão?

Conforme perceberam, não teve novidade por aqui no último domingo, e me justifiquei na página do Livrada no Facebook, a qual eu espero que vocês já estejam “curtindo” (seja lá o que seja isso), alegando motivo de força maior. Bom, na verdade eu menti: estava no bem bom da zona sul do Rio de Janeiro, aproveitando a vida com gente rica e batendo papo com meus novos camaradas, Antonio Banderas e Salma Hayek. É, essa é minha vida, esse é meu clube, e se eu vivesse dentro de uma propaganda de celular de vagabundo, desfilaria por aí enquanto uma câmera me acompanha de frente no melhor estilo Stanley Kubrick.

Mas enfim, esse post é curtinho e tem um único objetivo: quero ouvir de vocês, meus leitores, como foi ou como está sendo o desafio Livrada 2011. Conforme alguns de vocês, que não tomam cachaça no café da manhã, devem se lembrar, instaurei aqui no blog, seguindo a modinha de outros, o primeiro desafio literário qualitativo, que preza a qualidade do livro ao invés do número de páginas ou a quantidade de tomos que você precisa ler em um ano (aliás, todo ano faço uma listinha dos livros que eu li e preciso dizer que esse ano estou batendo recordes. Se tivesse uma olimpíadas disso, eu representaria o Brasil junto com o Paulo Venturelli). O problema é que qualificar um livro é mais difícil do que parece, então resolvi aplicar um conceito arbitrário: quatro livros de um mesmo prêmio Nobel. A ideia me pareceu nobre por incentivar a leitura de caras mundialmente renomados e não exigir muito. Claro que não é tão nobre quanto a Mulher Maçã escalada para rainha de bateria da Mocidade Independente e cobrir seu corpo nu com réplicas de pinturas de Candido Portinari para incentivar a cultura no Brasil, mas ainda assim é uma boa ideia, vai.

Bom, sendo assim vocês, meus principais leitores, aderiram à brincadeira — pelo menos no começo — e cada um deixou registrado aqui suas escolhas. Temos os seguintes leitores e os seguintes autores escolhidos:

Fausto – Mario Varga Llosa

Lucas – Harold Pinter
Raphael – J.M. Coetzee
Jack Guedes – ? (só falou que ia participar)
Angela – Mario Vargas Llosa
Francine – José Saramago
Carlinha – Orhan Pamuk
Suelen – Doris Lessing ou Günter Grass ou J.M. Coetzee ou Samuel Beckett
Lálika – J.M. Coetzee
Olga – J.M. Coetzee
Isabelle – José Saramago
Alison – Harold Pinter
Bom, eu escolhi um autor também, para incentivar a vocês da mesma forma que a Mulher Maçã incentiva a cultura brasileira, e escolhi V. S. Naipaul, o Charlie Chan de Trindade e Tobago. Vergonhosamente, porém, eu fui o primeiro a falhar no desafio: li apenas UM livro do rapaz, Uma Casa para o Sr. Biswas, que vocês viram resenhado aqui. Para minha defesa, não foi por vagabundagem que deixei de cumpri o combinado. Como alguns de vocês devem saber, acontece que nesse ano me tornei um crítico literário de verdade, que lê adoidado, entrevista escritores e recebe convites para eventos especializados. Com isso, gostaria de dizer que sobra muito pouco tempo para as leituras de prazer, mas a verdade é que não sobra absolutamente nenhum tempo. Espero que vocês não tenham passado pela mesma situação e tenham conseguido atingir suas metas de leitura. Estou aguardando ansiosamente vosso feedback.
Ps: eu sou lindo.

Hoje é meu aniversário!

Não acham uma injustiça desse mundo moderno ter de trabalhar no seu próprio aniversário? Seus pais lhe deixavam faltar aula? Você fazia aniversário nas férias? Pois então, a mim nenhuma das situações serve, pois este ano eu faço aniversário em Setembro (como em todos os outros anos), mas também cai num domingo. Ou seja, pernas pro ar! Por isso hoje não tem postagem. Afinal, imagine só que minha única obrigação quando meu aniversário cai num domingo é escrever no blog? Não, né, eu criaria, em meu inconsciente, uma relação de escravidão e opressão em relação a este espaço tão querido.

 

Portanto, hoje farei como um bom cristão e guardarei o domingo. Só não peçam pra eu começar a comer hóstia e perdoar os outros, que aí já é demais. A gente exerce a cristandade em doses moderadas. Comecemos por vagabundear no domingo, alright? E deixo aqui o espaço para que vocês me dêem os parabéns e ressaltem as boas qualidades da minha pessoa, já que ando numa fase negra (“inferno astral pré-aniversário”, diriam os inocentes da astrologia) e precisando de umas palavras de incentivo. Vamos lá, conto com vocês.

E aqui uma música para registrar esse dia:

 

Beijos!

Livrada! x os maléficos e-readers

Já disse aqui mas vou repetir que toda a proposta do Livrada! se resume a analisar livros físicos, de papel, grossos ou finos, que sirvam pelo menos para machucar alguém com uma livrada. Bom, a nossa amiga ciência, aquela que diz que a arca de noé é uma mentira (na verdade seria algo mais próximo de um catamarã, dizem os sabichões), está tentando reduzir o desmatamento ilegal da amazônia que resulta nestas belas páginas sobre as quais os senhores deslizam os olhos para saber quem vai pegar Rodión Raskolnikov, que que essa Anna Kariênina tá fazendo de novo na estação de trem, quem é o traidor de Hogwats, quem é o amante misterioso de Sabrina, que deu duas quando as luzes se apagaram durante aquele baile, enfim, estão tentando reduzir o desmatamento da amazônia fabricando readers eletrônicos.

Se você caiu no planeta Terra agora, explico: o e-reader é uma maquininha sem-vergonha que serve pra você ler livros eletrônicos segurando algo que mais parece um palmtop espichado e passando as páginas por meio de botõezinhos. Nada de orelhas, nada de projeto gráfico, nada de ostentar lombada, nada de ostentar capa no ônibus, nada de nada. Pra quem tá de fora, só o que se vê é você olhando fixamente pra uma maquininha ad nausea e se divertindo hor-ro-res. Como se ler já não fosse um hábito esquisito o bastante.

Pois bem, jogaram nas minhas hands um desses e-readers. Não vem ao caso qual é, não vem ao caso como veio, e peço discrição nesse assunto. Fato é que, aos 24 anos, me vi, pela primeira vez, frente a frente com uma dessas bugigangas da pós-modernidade. Bugiganga sim senhor. Quem lembra do Inspetor Bugiganga sabe que a Penny tinha um livro que era um computador, e todo mundo achava aquilo a coisa mais legal do mundo até aparecer um computador que é um livro e a coisa não ser mais tão legal assim.

A primeira impressão positiva foi com a tela. Realmente é uma tela muito confortável para se ler, não é como ler na tela do computador, que emite luz própria. Também não é como ler na tela de um gameboy da década de 90, que não emite luz própria. É uma tela feita especialmente feita para leitura. Só que o homem, vaidoso, se esqueceu que Deus todo-poderoso  já tinha fabricado uma tela dessas antes, e ela se chama PAPEL. Super legal essa mania de inventar coisa que já existe, e agora todo mundo acha que o Steve Jobs inventou o telefone celular. Amigos: ser melhor, mais muderno, mais prático é uma coisa muito boa para acéfalos. É para os acéfalos que a ciência fez o Segweg, o Iphone, o Nike Shox, o Frozen Yogurt, o Listerine, o Band-Aid, o Ben 10, o IMAX, a Gibson, o Smart, o WD-40, o WI-FI, o forno de micro-ondas e o e-reader. Se você quiser entrar nessa vibe de douchebag way-of-life, fica à vontade, mas aqui, como diz Xitãozinho & Xororó, o sistema é BRUTO.

Mesmo a telinha sendo prática, ela invariavelmente é minúscula, não importa a marca da tranqueira que você comprou. Sempre menor do que um livro pocket e, eu não sei quanto a vocês, mas eu só leio livro pocket quando a grana tá curta ou quando não tem mesmo em outra edição decente.

Vamos continuar com as vantagens: você pode começar a ler livros pirata. O papai aqui, que é muito esperto, baixou do torrent o Nemesis, o livro novo do Philip Roth que ainda não chegou aqui no Brasil. Comecei a ler toda aquela história de crise de poliomelite em Newark, aquela chatice de todos os começos dos livros do Roth (à exceção de O Animal Agonizante talvez. Talvez, eu disse) e me achei o bacana. Fui continuar a ler no dia seguinte e, tchanam! o reader não reconheceu mais o arquivo que eu tinha baixado. De um dia pro outro, sem razão aparente. Legalzão isso, né? Quer dizer, você tá lá com seu e-reader lendo as últimas peripécias de Harry Potter e seus amiguinhos e termina um capítulo falando que alguém mata o diretor Dumbledore (que é uma perversão sexual da infância, matar o diretor do colégio, afinal) e você vai dormir, doidão de curiosidade mas cheio de sono pra continuar. No dia seguinte, na hora de tirar a prova dos nove, a porcaria falha e você está para sempre angustiado por ter lido essa porcaria de livro nessa porcaria de reader e não em um livro de gente normal. É como naquele episódio do The Office em que o GPS mandou o Michael Scott dirigir o carro pra dentro de um lago e ele fez exatamente isso. Cego pela ciência! Cego! Cego!

Mais uma vantagem: um precinho camarada! Um reader deste está entre 400 e 800 reais no mercado. Faça as contas e veja que você, que é um bom leitor porque se não fosse não leria este blog, gasta em média 40 a 50 reais num livro BOM, ou seja, uma dúzia de livros lidos no reader pagam a gerigonça, certo? Errado, camarada, porque os e-books novos custam dinheiro também, e não custam barato. Ou seja, você paga caro no reader e passa a pagar mais barato em cada livro que você compra, pra sempre. O problema é que, pelo menos por enquanto, todos os livros disponíveis em versão virtual são belas de umas porcarias. É comer, rezar e amar pra cá, marley e eu pra lá, monge e o executivo aqui, dan brown acolá, harlan coben no meio do caminho, enfim, livros que não custam de 40 a 50 reais, custam de 20 a 35 reais, livro chulé, feito com papel jornal. E na versão virtual o preço deles abaixa pouco: de 15 a 25 reais. Então, se você ainda não entendeu, chupa aí um osso de galinha pra criar tutano nessa cabeça e perceba que o aparelho só vai se pagar a longuíssimo prazo, no mesmo prazo em que você pagaria sua biblioteca vendendo seus livros pro sebo e comprando novos. Esse lance de comprar o reader e comprar livro virtual achando que vai valer o investimento é uma corrida de Zenão, só que sem ilusão de ótica.

Sem falar as pequenas coisinhas:

1- Perder um livro numa viagem custa 50 reais. Perder um e-reader custa a sua passagem de volta.

2- Ladrão nenhum se interessa por roubar um Pastoral Americana, mas qualquer vagabundo quer botar a mão em qualquer aparelhinho eletrônico na esperança de que ele possa ser repassado para outro vagabundo que vai comprar achando que dá pra usar o e-reader pra tocar poperô no ônibus.

3- Acaba essa negócio de emprestar livro pros outros (há quem seja contra, mas quem é precisa mostrar que o é por ser cuzão, e não dar uma desculpinha esfarrapada do tipo “ai, é que o meu livro é virtual, sabe? não rola, amiga”).

5- Ilustradores, diagramadores, arte-finalistas, capistas, artesãos da editoração: preparem-se para começar a acordar bem cedo pra assistir o Telecurso 2000.

6- Editoras, livreiros, atravessadores, publicitários: preparem-se para fazer o novo módulo de marketing do Senai: “Como fazer o consumidor se interessar e pagar por algo que não existe de verdade?”.

7- Donos de sebos: os negócios vão bem?

8- Quer entrar na fila de autógrafos com o seu e-reader? Vá em frente, champeão, você é muito especial. Sim, essa definição de ‘especial’.

9- Gosta de dar livros de presente para as pessoas mas procura saber se elas já têm o livro antes? Espero que você seja hacker.

10- Tá bom ou quer mais?

Contudo, há de se notar vantagens óbvias para os leitores eletrônicos: leitores do Stephen King não vão mais sofrer de lordose, livros didáticos não vão mais garantir a ceia de natal do catador de papel, qualquer zé ruela vai poder ter seu livro mais facilmente comercializado, e quando eu digo zé ruela eu estou falando de VOCÊ, jovem aspirante a escritor que já teve seu original recusado até pela Não-Editora, ler de pé no ônibus fica mais fácil porque você não precisa mais equilibrar um livro e virar as páginas com uma mão só, seus rebentos que odeiam ler mas adoram qualquer porcaria com um botão de liga e desliga vão dormir com o reader debaixo do braço, enfim, a invenção não é de se jogar fora. Mas pra nós aqui, que somos descolados e apreciamos uma boa literatura, essa parada tá por fora, falei?

E você, concorda?

Um ano!

Rá, e vocês achando que eu tinha esquecido de postar na quarta. Aqui não tem ponta solta, rapá. É pão pão, queijo queijo. E quando eu não posto, tenho um bom motivo. Bom, geralmente é falta de tempo, mas hoje não, é uma ocasião especial.

Há um ano eu colocava esse enfant terrible no ar, com um post sobre o nosso querido Guimarães Rosa — post esse que me rendeu muitos “me ajuda com o trabalho da escola, tio?”. Não, fedelhos, não tô aqui pra ajudar ninguém a ficar sem ler, muito pelo contrário. Queria começar a falar de literatura de um jeito menos pedante e mais legal, muito embora tenha recebido comentários dizendo que eu sou pedante e nada legal, principalmente quando falei d’O Vermelho e o Negro e do Som e a Fúria.

Fora isso, fui ganhando leitores aos poucos, que chegavam ao meu blog das maneiras mais obscuras possíveis. E esses leitores se tornaram conhecidos e esses conhecidos se tornaram amigos (alguns se tornaram ex-conhecidos, o nível mais baixo na escala de social acquaintance). Conheci gente com gostos literários parecidos com o meu, e acho que posso dizer sem arrogância que aqui, nos posts e comentários, discutiu-se literatura de uma maneira muito mais frutífera e concisa do que esses velhus decreptus por vezes fazem nas academias. Falamos só do que nos interessa, e às favas com o resto. E nos interessa também o papel do livro, o livro de papel e o papel do livro de papel. Analisar os aspectos físicos do livro é uma forma de reconhecer o trabalho de um pessoal bacana que trabalha aí afora com editoração e só recebe como recompensa por seu árduo trabalho a reclamação de que livro é um troço muito caro. De valorizar o livro como objeto físico veio o nome Livrada! (a exclamação eu coloquei porque achei bacana).

Além de hoje completarmos um ano de atividade, atingimos também uma marca curiosa: 100 livros resenhados. Eu não disse 100 posts, disse 100 livros resenhados. Sabe o que são 100 livros resenhados? Em 1 ano? Feitos por mim? All by myself? Não espero nada menos do que um busto de bronze com o meu rosto em cada praça desse Brasil por um trabalho tão altruísta. Nesses anos todos não ganhei um centavo. Até perdi, se levar em consideração a promoção que fiz. Meu pai diz pra eu não colocar palavrão no blog, mas quer saber? Foda-se. Eu sou um homem sem fins lucrativos, doente porém vivo e eu quero é que se foda. Foi divertido, foi emocionante e foi um aprendizado. Ganhei amigos, certo reconhecimento, indicação ao The Bobs e tenho o privilégio de dizer que não tenho NENHUM leitor imbecil. Acho que isso deve valer de alguma coisa num mundo em que o dinheiro não vale. Visse? Lá no Kampuchea eu seria milionário.

Então gostaria só de deixar essa data registrada e o meu muito obrigado aos que me seguem.

Livrada! no The Bobs – Deutsche Welle Blog Awards

Sim, rapeize, o nosso humilde blog e nossa incrível comunidade de leitores conseguiu chegar às finais do concurso do The Bobs. Graças ao leitor Josiel Lucas, que indicou o blog para o prêmio. Valeu, Josiel!

Pra quem não sabe, é uma premiação internacional que rola todo ano e que seleciona blogs de vários países em diferentes categorias — o Livrada!, no caso, está concorrendo a melhor blog em português, junto com outros dez fortes candidatos.

Por isso, peço a ajuda de vocês para divulgar a votação e votar no Livrada!. É moleza, seguinte:

1 – Entre nesse link: http://thebobs.dw-world.de/en/nominations/?cat=21

2- Selecione, no retângulo azul escuro do topo da página, a opção de conectar com o facebook ou twitter (você pode conectar com um de cada vez e, assim, votar mais). Depois disso, selecione nas categorias o “Best Blog portuguese” e no “I vote for”, selecione o meu, o seu, o nosso, o da sua mãe, o Livrada!, desse jeito (o meu tá selecionado em cinza porque só dá pra votar uma vez e eu não fui esperto o bastante pra tirar o print antes de votar)


E pronto! ele vai pedir pra publicar no mural do seu facebook ou postar algo no twitter, vocês clicam em ok e temos um voto.

Acho que, em pouco menos de um ano, esse blog conseguiu coisas incríveis, então acho que, se todo mundo colaborar, podemos conquistar esse prêmio. Por isso peço a vocês que divulguem pros seus amigos, familiares, colegas de trabalho, hackers que tenham roubado contas de twitter, mídia, enfim, geral mesmo. E agradeço de coração desde já.

Avante, ó glorioso Livrada!

Bolão do Nobel

Admito, esse blog tá cheio das papagaiadas mesmo. Daqui a pouco estarei fazendo sorteio de cartas ao vivo com a Susana Vieira jogando os envelopes pro alto enquanto o Luigi Baricelli anuncia vencedores do Caminhão do Livrada! que dá um show de móveis pra sua casa. Mas até lá, vamos ficar aqui brincando de populismos.

Então, o Desafio Livrada! 2011 tá bombando. Se você não sabe o que é ainda, é só clicar no banner ridículo ali do lado. Aliás, me empolguei com essa de banner. Vou fazer uma empresa que faz banners ridículos pra empresas, e vai chamar “Banners ridículos do Yuri” porque é um bom nome. Enfim, a parada basicamente se resume a ler quatro livros de um mesmo prêmio Nobel ao longo desse ano. É uma boa desculpa pra conhecer melhor um autor consagrado, afinal. Enfim, as pessoas que já declararam que vão participar do desafio são essas. Participe também e eu atualizo a lista aqui.

Bom, por ordem de aderência (ao desafio, não quero saber se meus leitores grudam ou não grudam na frigideira):

Fausto – Mario Vargas Llosa

Lucas – Harold Pinter

Raphael – J.M. Coetzee

Jackson – Tá pra me dizer ainda.

Angela – José Saramago ou Mario Vargas Llosa

Francine – José Saramago

Carlinha – Orhan Pamuk

Suelen – Doris Lessing OU Günther Grass OU J.M. Coetzee OU Samuel Beckett

Lálika – J.M. Coetzee

Olga – J.M. Coetzee

Isabelle – José Saramago

Alison – Harold Pinter

E eu, obviamente, vou participar também. O autor que eu escolhi foi o V.S. Naipaul, se a rotina me permitir. Alright, bola pra frente e quem ainda não se decidiu, decide aí que vai ser maneiro.

Agora, our main event this evening.

Resolvi fazer um bolão do Nobel esse ano porque primeiro, a Carlinha sugeriu e, segundo, porque o Jackson queria escolher o Philip Roth pro desafio Livrada! 2011 porque tem certeza que ele vai ganhar o Nobel esse ano. Além disso, o Livrada! completa um aninho em Abril e melhor lançar a promoção desde já. Então taí, vamos lançar o Bolão do Nobel, que não é exatamente um bolão, mas soa legal. Melhor do que Toto Bola do Nobel, ou Jogo do Bicho do Nobel, enfim.

Vai funcionar assim: Você escolhe um escritor que você acha que vai ganhar o prêmio Nobel esse ano e faz uma aposta. Cada um só pode fazer uma única aposta e não pode mais trocar.

Pra participar é fácil. Primeiro, você precisa ser assinante do RSS do Livrada!. Se você não sabe fazer isso, é muito fácil. É só clicar na aba RSS ao lado da aba “Quem Faz”. Isso, esse quadradinho laranja. Aí você cadastra o site no seu reader ou e-mail favorito. Pronto, agora é só deixar um comentário aqui nesse post, contendo unicamente o nome do escritor que é a sua aposta. É por ordem de chegada mesmo, moçada, então bora agilizar, porque os favoritos desse ano vão ser chutados logo. O vencedor que fizer a aposta certa vai levar pra casa esse livrinho sapeca aqui:

 

É claro que, como só tenho um livro pra sortear, só uma pessoa vai ganhá-lo, e vai ser a pessoa que acertar com o chute certeiro e em primeiro lugar dos demais. Se mais alguém apostar no vencedor, esse vai se contentar com um post dedicado aos vencedores e seu nome no hall da fama no Livrada!, além de um belíssimo espaço publicitário pra você deixar seu telefone de contato, porque vai chover gente te perguntando os números da mega sena, sabidão.

Lembrando aos apostadores imponderados que o prêmio Nobel de literatura só premia autores VIVOS e com certa relevância literária. Quer dizer, vocês podem votar em quem vocês quiserem, só tô dando uma dica. Vai que esse ano o Dan Brown ou o Paulo Coelho levam?

Bom, a aposta é válida até o dia 15 de setembro, e aí eu seguro as apostas até novembro, quando sair o prêmio, porque aí as casas de apostas abrem e não quero ninguém se pautando por cotação de aposta de casas de aposta alheias, valeu? Caso ninguém acerte, aí eu sorteio o livro numa dessas promoções de comentário.

Então corre aí.

 

 

Desafio literário Livrada! 2011

É isso mesmo, bora aderir a uns modismos pra variar.

Alguns leitores mais ligados no mundo virtual da crítica literária podem ter percebido que do ano passado pra cá pipocaram desafios literários na rede. Alguns são bem imbecis, como o de ler um livro por dia, 50 livros por ano ou só livros com mais de 350 páginas. Isso tudo, na minha humilde (e por isso mesmo, melhor do que todas) opinião, é um desserviço ao prazer de ler um livro. Quantidade não é qualidade, e acho melhor um sujeito que leia 2 livros bons por ano do que o que lê trinta e sete Paulos Coelhos da vida.

Por isso, resolvi fazer o primeiro desafio literário qualitativo da internet. O difícil é qualificar um livro como bom ou ruim, então escolhi um critério que eu acredito sinalizar um mínimo de competência literária por parte do autor:

O desafio literário Livrada! 2011 consiste em:

Ler quatro livros de um autor premiado com o Nobel de literatura.

Veja bem, eu disse QUATRO livros, não disse sete, não disse dez, não disse quarenta e oito. Apenas quatro. Dessa forma, você não se estressa em ter que cumprir prazo (afinal, estamos em janeiro, dá tempo de ler quatro livros até dezembro não dá, zé lesma?), e, ao final do ano, vai ter conhecido um pouco mais sobre um autor pra sempre marcado nos anais (!) da literatura. Então, tá fácil, tá moleza, tá divertido, mão na massa!

Claro que, como todo desafio literário requer um banner, eu fiz um banner também. Mas, gente, considere que eu mal sei mexer no paitbrush. Que sei eu de fazer banners? Sendo assim, fiz um desenho tosco com a minha habitual cara de bobo e esse vai ser o banner, check it out:

Eu avisei que não sabia fazer banner. Enfim, se tudo der certo, copie o código da caixinha ali na parte dos recados (menu da direita) para colocar essa MARAVILHA no seu blog, site, ou etc.

E se tudo der certo, esse desenho horroroso vai estampar seu cantinho virtual.

Depois deixem aí nos comentários que autores vocês escolheram, e aí eu atualizo uma lista com o nome dos participantes do desafio.

Alea jacta est = Em rio que tem piranha, jacaré usa camisinha (tô fera no latim).